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11.6.14

Você no mundo: Camilla Rezende

Muitos de vocês já devem saber que mantenho uma deliciosa coluna sobre viagem e gastronomia no @naminhapanela, né? O blog andava meio paradinho pois Cami e Rafa estavam num período de transição – deixaram o Recife e voltaram para o amado Rio de Janeiro –, mas o blog voltou com força total, assim como a Comidinhas do Mundo, meu espaço por lá. O casal está num arroubo de criatividade tão grande que sobrou dica com fotos incríveis até aqui para o blog. Cami e Rafa desembarcaram em Buenos Aires pela primeira vez e compartilharam um olhar bacana do bairro pelo qual se apaixonaram. 

Leiam abaixo as dicas de Cami sobre San Telmo.

Eu tinha uma dessas vontades de conhecer Buenos Aires. Alguns me diziam que eu ia amar, outros que eu ia odiar, mas decidi ter a minha própria opinião. E então num desses feriadões partimos para terras argentinas.

Ao sair do aeroporto aquela sensação de: parece que já estive aqui antes, um friozinho gostoso, um sol delicioso e um taxista de poucas palavras.

E chegando a San Telmo foi amor a primeira vista! Foi nossa primeira experiência em hostel e posso dizer, super indico o Art Factory Hostel  recepção incrível e uma cotação de cambio muuiittooo boa.

E como o nosso estilo de viagem é sair andando, tentando viver um pouco da vida de cada lugar, San Telmo nos reservou surpresas deliciosas.

O bairro tem um estilo próprio que vai muito além da feirinha que acontece aos domingos, que na verdade é uma delícia, mas fica tão cheia de brasileiros que nem parece que você está fora do Brasil. 


11.5.12

Bariloche sem neve: Todos os posts

A série "Bariloche sem neve" chegou ao fim, mas para você leitor é só o começo! Se você quer correr dos preços da alta temporada ou das baixas temperaturas do inverno, ir a San Carlos de Bariloche nas outras três estações do ano pode ser surpreendente.

São vários posts mostrando que o sol a pino e um céu azul, às vezes, é mais legal do que o branco por todos os lados. Agora é só mergulhar de cabeça no planejamento da viagem, que é uma delícia, né?



>> O raphanomundo viajou a convite da Aerolineas Argentinas, EMPROTUR e Província de Río Negro.

10.5.12

Bariloche sem neve: Cerro Catedral


É inegável que o grande aproveitamento do Cerro Catedral se dá quando ele está coberto de neve,  mas se você foi a Bariloche fora da temporada de inverno saiba que a montanha não fecha e sim, vira um grande mirante a 2.000 metros de altura e point dos aventureiros. Para quem gosta de trekking, caminhada, mountain bike e downhill essas são algumas das atividades que podem ser feitas pela montanha.

Se sua intenção é subir e apreciar a vista, dá pra fazer tudo isso e ainda aproveitar a gastronomia oferecida pelo restaurante Refugio Lynch, aberto durante todo o ano servindo excelentes pratos da culinária patagônica.

A caminho do Cerro Catedral

9.5.12

Onde comer em Bariloche


No post passado, onde apresentei alguns hotéis de Bariloche, falei de alguns jantares. Essa hora tão esperada chegou! É hora de falar das comidinhas que provei nessa viagem.

Minhas refeições basicamente foram feitas nos hotéis, mas também tive a oportunidade de jantar em uma trattoria bem gostosa na cidade e de almoçar onde os locais almoçam, ou seja, nesse post tem comida para todos os bolsos e gostos! 

Adega da Casa Bianchi

8.5.12

Hotéis em Bariloche

Nessa viagem a Bariloche o raphanomundo teve a oportunidade de conhecer três ótimos hoteis. E agora, para ajudá-los no planejamento da viagem, falo um pouquinho de cada e mostro algumas fotos.

HOTEL EDELWEISS

Fiquei hospedada no Edelweiss por duas noites. Esse hotel tradicional, que está no centro da cidade, me surpreendeu positivamente pelo conforto - sem muita pompa - dos seus quartos amplos. Com decoração simples e alguns mimos (o chocolate mamuschka de boa noite eleva sua posição no ranking), o Edelweiss oferece serviço de spa, piscina coberta, sauna, salão de beleza, business center, bar e restaurante. A internet wifi no celular funciona bem, mas no notebook a conexão deixou a desejar. O Staff é bastante atencioso e o café da manhã, como parece ser praxe na Argentina, é simples, porém satisfatório. É uma boa pedida para quem não quer abrir mão do conforto, mas prefere ficar hospedado perto das facilidades do centro da cidade. Para preços e promoções ver site.

Minha suíte

7.5.12

Voando Aerolineas Argentinas e Austral

Para ir até Bariloche, o raphanomundo voou pela primeira vez com a Aerolineas Argentinas e com a regional Austral. É sempre bom conhecer uma nova empresa aérea quando se visita um novo destino!

Atualmente, não existe voo direto para Bariloche partindo do Brasil. Durante a temporada de inverno, entretanto, algumas companhias abrem rotas com voos diretos partindo de São Paulo, entre elas a Aerolineas. Quando há parada, normalmente as conexões são feitas na capital, Buenos Aires.

Embarquei em Guarulhos rumo a Buenos Aires num Boeing 737 antigo, sem firulas e lotado. O voo saiu  com destino ao Aeroparque pontualmente às 5:55 da manhã. Durante a viagem foram servidas bebidas (água, suco, refrigerante e café) e um lanchinho: bolo, barrinha de cereal e uma bala. Para as duas horas e meia de voo foi aceitável. O pouso no aeroporto porteño foi bem suave e, confesso que, por ser no meio da cidade, achei bem mais legal - e prático - pousar no Aeroparque. Virou minha primeira opção para chegar à Argentina, ao invés do Ezeiza. 

4.5.12

3.5.12

Bariloche sem neve: Rafting


Contemplar paisagens incríveis está no topo da lista do que fazer no outono em Bariloche, mas se partir para ação também está nos seus planos, o passeio de hoje é um prato cheio. 
Numa manhã bem ensolarada pegamos uma van, fizemos um percurso de 40 minutos e chegamos às margens do Río Limay. Chegando lá encontramos um barco e uns coletes prontos para o rafting!

Suei frio só de pensar, pois nunca havia praticado rafting. Mas como dizia na placa, o nosso trajeto, mesmo longo (quase 12km), seria leve - graus I e II - de uma escala que vai até o VI -, sendo o sexto o nível mais punk, quase impraticável. 


2.5.12

Bariloche sem neve: Circuito Chico


Quando a gente ouve falar em Bariloche, o assunto sempre tem a ver com neve ou inverno. Já que essa temporada branquinha dura pouco (de junho a agosto) e a cidade continua lá o ano inteiro, o que fazer por lá quando não se tem um floco de neve por perto?! O raphanomundo fez as malas e foi conferir o que San Carlos de Bariloche tem a oferecer aos seus visitantes durante o outono.  

Para mim, o grande trunfo da cidade é o contato direto com a natureza. As paisagens são grandiosas, o céu é indescritível, seus lagos são encantadores e as cores das árvores, que vão do amarelo ao marrom num degradê perfeito, são hipnotizantes. Sem contar a culinária e os vinhos da patagônia, que são uma perdição. Poder aliar o turismo de aventura/natureza ao luxo dos hoteis é a fórmula certa para vivenciar momentos inesquecíveis.


Bariloche sem neve, mas com MUITAS cores

27.4.11

El Gourmet: minhas duas paixões


Quando viajo para qualquer lugar sempre tento ver um pouco da TV local, seja para me acostumar com idioma, seja para acompanhar as publicidades. Em Buenos Aires, entre uma mudada de canal e outra, caí no El Gourmet, um canal feito por chefs latino americanos renomados. Foi paixão à primeira vista mesmo, pois todas as vezes que chegava ao hotel, logo ligava a tv para ver o que estava passando. Além da boa mesa eles aliam viagens pelos quatro cantos do mundo atrás de bons ingredientes e ótimas receitas. Ou seja, juntaram minhas duas paixões: viagem e comida!
Quando voltei de Buenos Aires fiquei super triste de não poder mais acompanhar a programação do El Gourmet de perto. Ledo engano! Quando chego no hotel em Bogotá, qual canal eu encontro novamente?? Exatamente! El Gourmet por mais 4 dias, agora com novos programas, novos chefs, mas a mesma qualidade de sempre. Perfeito!

Os programas são os mais diversos possíveis: 

La ruta del cacao - Ecuador : (vídeo no youtube) onde o chef, especializado em chocolates, José Ramón Castillo percorre todas as regiões equatorianas mostrando aos telespectadores as diferentes culturas, sempre acompahando o processo de desenvolvimento do renomado chocolate do Equador;

Ohno en Japón : (álbum de fotos do facebook) o chef Takehiro Ohno visita sua terra natal, o Japão, conta sua história, visita sua família paterna e prova as delícias japonesas;

La huerta en tu casa : (álbum de fotos do facebook) às margens do rio Tigre, na Argentina, a chef Juliana López May ensina como plantar e colher os ingreditentes da melhor forma possível para a elaboração de pratos saudáveis e coloridos;

Intervención : (álbum de fotos do facebook) o ativo chef Francisco del Piero percorre as ruas de Buenos Aires e Cidade do México atrás da melhor locação para estacionar o seu carro e montar sua cozinha ao ar livre. Isso mesmo, ele cozinha em uma esquina qualquer e compartilha seus pratos e bebidas com as pessoas que estão passando pelo local;

Lo mejor de la cocina española : (álbum de fotos do facebook) conduzido pelo chef Mikel Alonso, sem dúvida é um dos meus favoritos, em meia hora de programa ele consegue passar toda a sua paixão pela cozinha espanhola, preparando pratos lindos. Sou fã!

Ainda tem muitos outros programas e chefs, mas os citados acima são meus preferidos. Eles mantém um canal no youtube com algumas receitas rápidas, mas só acompanhando pela tv pra sentir como é legal essa proposta! Agora é torcer para ir em mais algum país onde passa o El Gourmet ou torcer para que ele seja transmitido no Brasil.

25.10.10

Buenos Aires (todos os posts)

 

Vou organizar todos os posts de Buenos Aires em um só lugar para facilitar a busca de quem procura dicas por aqui.


Buenos Aires - Tango Porteño


Ir a um show de tango em Buenos Aires pode custar caro, muito caro. Existem várias opções de lugares para ver e dentro desses lugares outras tantas opções de como assistir: show + jantar / show + aperitivo / só show / VIP / Não VIP -  Chega a dar um nó na cabeça na hora de escolher. Como fomos por conta própria, tivemos o cuidado de ler resenhas de alguns shows e comparar preços. Foi nessa hora que quase desistimos de assistir! O show de tango vale ouro na Argentina e é pra valer mesmo, pois é um espetáculo, mas os preços são abusivos. 

Vamos aos valores (por pessoa / 1 real = +-2 pesos):

El Querandí 
Jantar + Show (VIP) =  $ 700,00
Jantar + Show =  $ 400,00
Só Show = $ 250,00

Señor Tango
Jantar + Show (VIP) =  $ 850,00
Jantar + Show =  $ 400,00
Só Show = $ 125,00

Esquina Carlos Gardel
Jantar + Show (VIP) =  $ 840,00
Jantar + Show =  $ 420,00
Só Show = $ 295,00

Tango Porteño (o escolhido)
Jantar + Show (VIP) =  $ 780,00
Jantar + Show =  $ 390,00
Só Show = $ 130,00 

Isso posto, agora explico a nossa escolha. Durante a pesquisa lemos vários relatos que o que vale na verdade é o show, que a comida servida nos lugares nem é tão boa para o valor pago. Então, de cara descartamos a possibilidade de jantar e ficamos com a opção só show. Pela manhã (no mesmo dia da apresentação) fomos à casa escolhida, Tango Porteño, e compramos as duas entradas por $200,00. Achamos um bom negócio. À noite fomos muito bem recebidos no teatro e acomodados em um salão num piso um pouco mais alto que o piso VIP e com uma ótima visão do palco. Antes do show começar temos a opção de comprar vinho (garrafa ou taça), espumante, água ou refirgerante e também alguns petiscos. Fomos de vinho e água ($ 70,00). 
Com 15 minutos de atraso o show começa e as quase duas horas de duração passam em um piscar de olhos. É um excelente espetáculo e valeu cada peso pago. O tango é uma dança extremamente sensual e você sai de lá contagiado querendo se matricular na primeira turma de tango para iniciantes, mas aí  você dorme e cai na real! Quando saímos do teatro pegamos um táxi para o hotel e fomos comer empanadas de despedida na La Americana - já que no outro dia pela manhã íamos embora. Para mim, foi o melhor jeito de me despedir dessa cidade linda: tango y empanadas! 

No vídeo abaixo dá para ter uma noção da casa Tango Porteño, mas só indo para sentir tamanha emoção!


mais fotos no flickr

5.10.10

Buenos Aires - Caminito

O Caminito é uma rua que fica no bairro La Boca (onde se encontra o famoso estádio La Bombonera, do Boca Juniors) em Buenos Aires. Reduto dos turistas (por um momento você só escuta a nossa língua materna), eu não gostei muito de lá. É lotado, um monte de gente perguntando a todo instante se você quer sentar e tomar uma cerveja, tirar uma foto ou comprar alguma coisa. E lá é tudo mil vezes mais caro. Também rolam algumas apresentações de danças típicas, mas nada que você já não tenha visto andando por outros pontos da cidade. Para mim, o caminito - por causa das cores - serviu para fazer fotos. E só. 










Se você vai pela primeira vez é quase uma obrigação do turista quebrar a cara com passeio-furada. Vale a pena ir se você nunca foi a Buenos Aires.

Onde? Caminito - Bairro La Boca - Buenos Aires

mais fotos lá no flickr

4.10.10

Buenos Aires - Floralis Generica

A Floralis é uma escultura metálica de 23 metros de altura e se encontra na Plaza de las Naciones Unidas, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. Caí de amores por essa escultura e tirei algumas fotos. É uma coisa linda e imensa. Ela tem uma mecânica super interessante: suas pétalas se fecham durante a noite e quando o sol raia ela volta a se abrir. Sem dúvida, uma das esculturas mais bonitas e interessantes que já vi. 




Vale a pena dar uma passadinha lá para conferir de perto essa linda flor metálica.

Onde? Av. Figueroa Alcorta, 1425 - Recoleta

30.9.10

Buenos Aires - Comidinhas e Hotel

Enquanto estivemos em Buenos Aires ficamos hospedados no Apart Hotel & Spa Congreso. Descobrimos ele através do booking.com (mais uma reserva ok) ele tinha uma boa aceitação tanto no site, quanto no tripadvisor (sempre bom procurar referências por lá). Os quartos são enormes, no nosso havia duas camas de casal king size e mais duas de solteiro. Imenso. Tinha também uma cozinha, fogão tipo cooktop, frigobar, e um banheiro bem espaçoso. A localização também é muito boa, perto da estação Congreso de metrô e repleto de restaurantes e lojas na vizinhança. 
Como chegamos após às 22h, pensávamos que não teria nada aberto por perto. Ledo engano. Em Buenos Aires os restaurantes ficam abertos até tarde. Na esquina do hotel tinha um restaurante a Confitería Antigua L'aiglon, cheio, mas com uma mesa para nós dois. Lá eles também trabalham com menus prontos (prato principal + sobremesa + bebida) por um preço fixo. E, infelizmente essa foi a única refeição que consegui registrar, porque em todas as outras a fome era tanta que não rolava fotinho. 

escolha do marido: filé de frango recheado com espinafre e mil folhas de queijo
sobremesa do marido: panquecas com recheio de creme
minha escolha: filé de merluza com purê tricolor (abóbora, mandioquinha e batata)
minha sobremesa: panquecas de doce de leite
Comida extremamente bem servida e muito boa. Vocês não tem noção do tamanho dessas panquecas. Enormes! Tão grandes e bem recheadas que só consegui comer meia. Morri de pena de deixar, mas não dava pra comer tudo mesmo. O menu sai por $40,00 (R$ 20,00). 

Na outra esquina, do outro lado da rua, tem o restaurante La Americana, que se auto intitula a rainha das empanadas. E não é que o restaurante é famoso? Pegamos fila de espera para comer lá. As empanadas são maravilhosas, principalmente as salteñas con pimienta, acompanhadas de uma quilmes bem gelada. O negócio é tão bom que voltamos lá mais uma vez na noite antes da nossa partida pra repetir a dose. Uma empanada lá custa, em média, $5,00 (R$ 2,50). Comida lá é algo bem barato. 

Ainda teve o almoço (indicação dos meus pais) no famoso Siga la Vaca do Puerto Madero, onde, por $61,00 por pessoa, come-se à vontade carnes (recomendo o delicioso bife de chorizo), saladas e dá direito a uma jarra de bebida e uma caprichada sobremesa. Barato, se comparado a qualquer boa churrascaria aqui de São Paulo. 

Também almoçamos um dia no Shopping Patio Bullrich (centro de compras fino da cidade), mas eu esqueci o nome do restaurante. Só sei que comi um bife de chorizo acompanhado de papa asada! Delícia, meu pai!

Quero voltar lá e poder ir a outros restaurantes, porque comer bem faz parte uma boa viagem. 

  • Apart Hotel & SPA Congreso - Onde? Rua Bartolomé Mittre, 1824. 
  • Confitería Antigua L'aiglon - Onde? Av. Callao, 98. 
  • La Americana - Onde? Av. Callao, 83.
  • Siga la Vaca - Onde? Alicia Moreau de Justo, 1714 - Puerto Madero
  • Shopping Patio Bullrich - Onde? Av. Libertador, 750. 

28.9.10

Buenos Aires - Transportes

Para se locomover em Buenos Aires o turista não encontra dificuldades. A malha do metrô é boa e composta por 5 linhas. Onde não dá pra chegar sobre trilhos tem ônibus. E se ele gosta de um pouco mais de conforto, os táxis na cidade porteña aparecem em abundância. A seguir darei dicas de como usar esses 3 tipos de transporte:

TÁXI

Para ir do aeroporto Ezeiza ao centro de Buenos Aires tínhamos a informação de que poderíamos pegar um táxi pré-pago, chamado remis, por $110,00 (+- R$ 55,00). Ao passar pelo portão de desembarque nós chegamos em uma área com vários guichês para trocar dinheiro (a cotação no aeroporto é altíssima - não recomendo), obter informações turísticas e, o que nos interessava, conseguir um táxi seguro que nos levasse ao centro. É só chegar no balcão, dizer o destino, pagar (o pagamento pode ser feito com cartão de crédito) e pronto. Você é imediatamente apresentado ao motorista que fará o percurso. Também existe a possibilidade de ir em ônibus especiais, por $55,00, mas eles deixam em um ponto fixo no centro e de lá teria mais uma outra condução para o hotel. Para quem viaja sozinho é a opção mais em conta, mas não é o meu caso. 

Em Buenos Aires a oferta de táxi, como eu disse antes, não está no gibi. Porém, antes de ir, li vários relatos de turistas que recebiam como troco dos taxistas notas falsas. Um absurdo. Muitos viajantes andam com notas altas e tentam trocar o dinheiro pagando suas corridas. Para não termos esse tipo de surpresa desagradável, nos preparamos. Procuramos pagar o táxi com o dinheiro certo ou com o mínimo de troco a receber. Deixamos para trocar o dinheiro em lanchonetes, restaurantes, lojas e etc. Como a circulação de notas falsas é alta na cidade, vendedores, garçons e caixas, ao receberem o pagamento, fazem questão de colocar o dinheiro contra a luz para constatar a veracidade da nota. Então, não fique chateado se isso acontecer. É normal!


METRÔ

O Subte, como é chamado o metrô em Buenos Aires, não tem uma malha muito grande, mas como todo metrô, quebra um super galho. Ela é composta por 5 linhas que são identificadas por letras: A - Celeste / B - Vermelha / C - Azul / D - Verde / E - Violeta. A linha "A", que fica muito perto do hotel onde nos hospedamos, tem uns trens MUITO antigos (fotos no flickr). É uma coisa linda, parece que estamos num filme. Pesquisando, descobri que essa linha foi construída em 1913 e é a linha subterrânea mais antiga da América Latina. O metrô lá é bastante lotado, principalmente nas horas de pico. Se brincar não cabe uma mosca. As estações são bem sucateadas, mas guardam azulejos antigos e murais com obras de arte, então, para mim, tudo faz parte de um lindo cenário. O valor da viagem é de $1,10 menos de R$ 1,00.


ÔNIBUS

Diferente do metrô, quando andamos de ônibus temos a oportunidade de ver e sentir a cidade. Sempre procuramos nos misturar com os locais para, assim, termos uma leve ideia de como seria viver o nosso dia a dia no lugar que estamos visitando. Sempre achei mais fácil andar de ônibus fora do Brasil e em Buenos Aires não foi diferente. As linhas são identificadas por números e nos pontos, ainda que timidamente, placas sinalizam quais delas passam por ali e mostram os itinerários. As pessoas fazem filas e entram em ordem no coletivo, ninguém passa na frente de ninguém. Lá eles não têm cobrador (ou trocador) você diz o destino e a quantidade de pessoas ao motorista e ele calcula o valor da passagem na hora (geralmente $1,25 - mais uma vez, menos de R$ 1,00). O total que você tem que pagar aparece no visor da máquina que só aceita moedas (guarde todas as moedas se quiser tomar um ônibus, pois lá elas são artigo de luxo) após inserir as moedas e atingir o valor um comprovante de pagamento é impresso, e se for o caso, o troco é devolvido. Simples e eficiente!

Para voltar ao Ezeiza nos arriscamos e tomamos um ônibus. Depois de uma breve pesquisa vimos que a linha 8, que leva ao aeroporto, passava num ponto bem próximo ao hotel. Às 10h fizemos o check-out e fomos para o ponto, nosso vôo era às 14:30, tínhamos tempo de sobra. Dez minutos de espera e já estávamos no tranquilo ônibus rumo ao Ezeiza. Pagamos, por pessoa, $ 2,00 (R$ 1,00) e duas horas depois, chegamos ao destino. Demorou, fato, mas foi experiência, né? Então, serviu! Bom saber que existe uma outra opção, baratíssima por sinal, de se chegar ao distante aeroporto.


Bom, é isso. Espero que essas dicas sejam úteis e qualquer dúvida é só perguntar: tem e-mail, comentários e twitter (segue aí @aretakis).

22.9.10

Buenos Aires - Malba Museo

Ao sair do Jardín Japonés caminhamos (alô dia mundial sem carro) pela longa avenida  Figueroa Alcorta tendo como destino a Floralis Generica (próximo post), mas no meio do caminho nos deparamos com o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o Malba. Com uma arquitetura diferente o prédio imponente logo se destaca na vizinhança. Dois grandes banners chamavam a atenção para duas exposições que rolavam lá dentro: Arte Latinoamericano siglo XX | Geometría en el siglo XX en la Daimler Art Collection. Não pensamos duas vezes e corremos para comprar nossas entradas. Logo no início você se depara com a giftshop absurda do museu, livros, canecas, agendas, toyart e câmeras lomo me causaram logo uma vertigem, mas, ao ver o preços das lomos meus pés voltaram a tocar o solo e fui ver as exposições!

A da Daimler é uma das coleções corporativas mais antigas e famosas da Europa. Foi fundada em 1977 e, a princípio, reunia artistas do sul da Alemanha. Hoje, ela conta com 1.800 obras de 600 artistas do mundo inteiro. Exposição sensacional com várias peças do Andy Warhol. 

Andy Warhol para Mercedes Benz

Andy Warhol para Mercedes Benz

Andy Warhol para Mercedes Benz


Mas o que chamou a minha atenção mesmo foi a exposição permanente do Malba a "Arte Latinoamericano siglo XX". Gente, que acervo incrível! Pra quem é fã de arte mesmo sem ser um grande conhecedor é para ficar emocionado só de estar diante de obras do peso das que compõem essa exposição. Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Botero, Di Cavalcanti, Diego Rivera, Rafael Barradas e mais um monte de gênios! Foi uma grata surpresa encontrar esse museu no meio da nossa caminhada. Até comentei com o marido que se estivéssemos num táxi ou ônibus passaríamos batido por ele. Pura sorte! 


Abaporu - Tarsila do Amaral
Pareja 1923 - Alejandro Xul Solar
Autorretrato con chango y loro - Frida Kahlo

Ao sair do museu passei mais uma vez na lojinha, mas dessa vez virei para o lado esquerdo e descobri uma escada com a indicação "librería". Desci correndo, pois minhas experiências anteriores em livrarias de museus são as melhores possíveis. Bingo! Livraria pequena, aconchegante e convidativa. Vários títulos interessantes, mas os preços de alguns se comparam com os preços brasileiros. Por fim, achei esse pequeno livro das obras de Frida Kahlo por 59 pesos (+- R$30,00). Um achado mesmo. Arrematei com fé! Ainda vem numa sacolinha linda em tecido tnt. 




Mimo total, né? Recomendo muito a ida ao Malba Museo. Voltarei lá sem dúvida alguma!

Onde? Av. Figueroa Alcorta, 3415. Buenos Aires
Quando? Todos os dias, menos terças. Das 12h às 20h.
Quanto? $20 (+- R$10,00)


 imagens: divulgação

20.9.10

Buenos Aires - El Ateneo

Como eu havia dito no post passado, o marido estava de férias e nós nos jogamos de última hora numa viagem deliciosa. Fomos a Buenos Aires, Argentina. Fiz uma pesquisa rápida sobre o destino e o primeiro achado foi o El Ateneo. De fato, essa livraria que funciona no prédio de um antigo teatro foi a nossa primeira parada na cidade porteña. Com uma bela caminhada (a livraria fica a 1,5km do hotel) chegamos a esse teatro, o Grand Splendid,  que abriga no seu interior a livraria. Seu prédio foi construído em 1919 e serviu de palco para apresentações de tango até 1926, quando virou um cinema perdurando por mais de 70 anos. Em 2000, junto com a decadência, veio o arrendamento do prédio pela rede de livrarias. As fileiras de assentos deram lugar a inúmeras prateleiras. Os camarotes abrigam agora um sem fim de livros, cd's e dvd's. No lugar do palco, um delicioso café com mesinhas e piano. Parece cenário de filme. É de babar. Sem dúvida, a livraria mais linda que já vi na vida. 


ao fundo o palco - onde agora funciona um aconchegante café 

afrescos no teto do antigo teatro
incontáveis prateleiras de livros e no subsolo a seção infantil










Onde? Av. Santa Fé, 1860. Buenos Aires - Argentina




5.7.10

Alemanha x Argentina

No sábado foi a primeira oportunidade que tivemos de assistir a um jogo da Alemanha junto com as pessoas daqui. No jogo contra a Inglaterra estávamos no trem voltando de Berlim para Stuttgart e só tivemos um gostinho de como o povo alemão se transforma em dia de jogo e em nada se difere da torcida brasileira. Ostentam com orgulho as 3 cores que compõem a sua bandeira e bebem como se não houvesse amanhã litros de cerveja.
Faltando pouco menos de 1h para o jogo fomos para o Biergarten (que traduzido ao pé da letra significa jardim da cerveja) que é um lugar a céu aberto onde bebidas (cerveja) e comidas típicas são servidos. Lá eles disponibilizaram alguns telões e a torcida se espalhou por todo o gramado.
Fazia um dia lindo, não tanto para mim que não curto muito o calor, mas para os alemães que passam quase 9 meses do ano no frio soterrados em camadas de roupa. Era o dia perfeito para festejar.







Quando chegamos lá conhecemos 3 argentinos que tentavam, com muito esforço, fazer barulho com seu "bamos, bamos, arrentina!". Eles foram simpáticos e mostraram que conheciam pouco do Brasil falando palavras como: oi, gostosa e puta que pariu ¬¬. Nós até estávamos dispostos a torcer pela Argentina, porque muitos alemães no dia anterior vibraram horrores com a derrota da nossa seleção, mas não dá pra torcer pelos hermanos, não jogando o futebol que eles jogaram. Do meio para o fim do jogo os Argentinos desistiram e foram embora.
E aí, a festa foi somente alemã.







E nem adianta vir dizer que alemão é frio não sabe fazer festa nem comemorar, porque mais do que isso, eles sabem fazer gols!

Go Deutschland!
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