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10.9.12

Feira Hippie de Ipanema


O domingo no Rio de Janeiro começou com um passeio no Jardim Botânico, lugar lindo e tranquilo que eu adoro. A visita foi rápida, mas deu para ir ao meu lugar favorito: O orquidário. Não vou me aprofundar muito sobre o jardim, pois já tem post sobre ele aqui no blog, só vou atualizar as informações no fim do post.


O lugar mais lindo do Jardim Botânico: O orquidário

Dali partimos rumo à Feira Hippie de Ipanema, que acontece todos os domingos desde 1968 e eu nunca sequer havia ouvido falar – logo eu, que curto feiras, feirinhas e feirões.
Nessa feirinha encontrei muitos trabalhos criativos, coloridos e diferentes. Tinha de tudo: pintura, escultura, trabalhos em couro, acrílico, tecidos, pedras, prataria. Tudo remetendo aos ícones do Rio de Janeiro, uns de forma clara, outros nem tanto, mas todos revelando a paixão pela cidade. Eu tratei logo de adquirir mais um souvenir para minha coleção – tenho um para cada ida à cidade maravilhosa – adoro as cores, identidade e o traço.


Um souvenir para cada ida ao Rio - Instagram @aretakis

5.9.12

Museu Casa do Pontal


Um dos grandes presentes dessa minha ida ao Rio de Janeiro foi, sem dúvida, a visita ao Museu Casa do Pontal. Nunca havia escutado falar desse museu, nem sobre o que ele era. Chegando lá, para minha surpresa, me deparei com um espaço totalmente voltado para a divulgação da arte popular brasileira. Para deixar a história ainda mais fantástica, o museu foi idealizado por um pintor francês, Jacques Van de Beuque, que em 1946 fugiu de um campo de trabalho forçado na Alemanha e veio para o Brasil. Em 1951, Jacques foi a Recife, lá se encontrou com Mestre Vitalino e conheceu a sua arte. A partir daí iniciou a sua coleção que hoje conta com 8.000 peças de 200 artistas brasileiros.

Foto de Mestre Vitalino em frente à sua casa, no Alto do Moura - espaço que visitei em junho desse ano

24.7.12

Dicas para economizar em São Paulo


Faz tempo que queremos escrever aqui no blog algumas dicas para aquelas pessoas que vem a São Paulo por conta própria e com o orçamento apertado.

Dica #1: Como se locomover

Pra gente, usar o sistema de transporte público é a melhor pedida para percorrer longas distâncias. O taxi pode sair em conta em distâncias curtas, portanto não dá pra esquecer dele!

Foto Instagram @aretakis

24.5.12

Montevidéu: Visita Guiada ao Teatro Solís


Caminhando pelas ruas da Ciudad Vieja de Montevidéu, acabamos avistando o imponente Teatro Solís. Esse teatro está localizado bem no centro da cidade, onde a cidade velha encontra o comércio. A construção do século XIX foi e é palco de grandes espetáculos cênicos e musicais e é um dos pontos indispensáveis numa visita à cidade.

Fachada - foto do celular

28.2.12

Recife: Carnaval

Desde que vim morar em São Paulo, há 3 anos, o feriado do carnaval sempre vira uma dúvida gigante. Ano passado fugimos da folia e fomos bater em Gramado. Mas esse ano decidimos não lutar contra os nossos instintos e, com muita antecedência, fechamos que o carnaval seria em Recife. Afinal de contas, se o mundo acabar de verdade em 2012 teremos todo tempo do mundo pra descansar, né? 

Com passagem comprada e tudo organizado, ficou bem difícil não entrar na contagem regressiva que começou a partir da zero hora do dia 1º de janeiro. As prévias pipocavam em cada esquina e foi uma tortura acompanhar tudo isso somente via twitter. Até que o dia chegou e eu pude me juntar aos convivas e respirar, enfim, ares carnavalescos. 

Fantasia é traje obrigatório nas ruas do Recife

11.10.11

Belém: Pólo Joalheiro


Mais um lugar que entrou no nosso apertado roteiro foi o Pólo Joalheiro. O prédio de uma antiga detenção desde 2002 até os dias de hoje abriga o Espaço São José Liberto. Nesse complexo turístico cultural encontramos uma Capela, um Centro Cultural com espaço fixo para vendas de artesanato e intervenções artísticas. Também é lá que está o Museu de Gemas do Pará e a Casa do Artesão. Uma das celas ainda hoje é preservada para termos uma ideia de como era o espaço enquanto prisão. Garanto que, fora essa parte, o Pólo Joalheiro em nada se parece com um presídio. Hoje o ambiente exala criatividade, muita arte e tranquilidade. 












A entrada é gratuita e lá dentro tem uma boa variedade de artesanatos à venda com preços camaradas. Essa é uma das coisas que nos chamou muita atenção nessa visita a Belém: o preço praticado pelos artesãos. Tudo bem feito, muito bonito e barato. Nós, como turistas, não nos sentimos explorados em momento algum. A vontade é de sair comprando tudo pela frente, peças lindas de decoração, coisas para casa e joias. Dá gosto de prestigiar o trabalho deles!



2.9.11

desenhando seu mapa

Aqui não é o Ideias de Fim de Semana para ter as cores de sexta, mas hoje tem um post bem colorido para animar a sexta de vocês. Na verdade, na verdade, já não é nem novidade, visto que postei esse link no twitter ontem. Mas as respostas positivas dos viajantes e seguidores foram tantas que resolvi dividir com os leitores que não me acompanham nas redes sociais. 

O They Draw and Travel é um site bacaníssimo onde artistas, profissionais ou não, dividem o seu olhar do mundo com as pessoas. Para isso, eles ilustram mapas belíssimos e compartilham na web. Além de olhares diferentes, é incrível poder observar os traços e as particularidades de cada desenho. Sempre me lamento muito de não ter vindo com o dom do desenho no pacote, mas fazer o quê?! Só me resta apreciar e compartilhar essas lindas obras. No site tem muito mais coisa e dá para fazer buscas personalizadas por vibe, região e até mesmo estilo artístico, não é o máximo? Você ainda pode enviar o seu próprio mapa ou acompanhar de pertinho o blog do projeto.

Clica na imagem que aumenta








Esse projeto me lembrou muito o Urban Sketchers que eu postei aqui em abril e bastante gente também curtiu. É fato, arte e viagem andam sempre juntas - pelo menos comigo!

(via @justlia)

2.8.11

Berlim - Ägyptisches Museum

Ainda no embalo do museumspass, visitamos o Ägyptisches Museum de Berlim. Para fazer a escolha de quais museus visitar optamos por ir conhecer os que possuíam as mais diferentes coleções em seu acervo. O Museu Egípcio de Berlim tem uma das mais importantes coleções do mundo sobre o Egito Antigo (e essa foi uma das partes da história que eu mais gostei de estudar). Todo o acervo é grandioso e muito rico. É lá que está o famoso busto de Nefertiti, do qual é terminantemente proibido tirar foto. Portanto, ao entrar na sala do busto, esconda sua câmera pois os seguranças que guardam a obra são bem rudes (mesmo que você não faça menção de fotografar). Novamente, esse é um museu que demanda tempo. Se você curte essa parte da história das civilizações, vai amar o passeio.










Ägyptisches Museum de Berlim - como chegar
Bodestraße 13 (dentro da Museumsinsel)
funcionamento: seg, ter, qua e dom das 10h às 18h / qui, sex e sáb das 10h às 20h 
quanto: adulto 10 EUR / criança 5 EUR - gratuito com o museumspass 

5.7.11

Berlim – museumspass + Deutsches Technikmuseum

Na semana passada começamos a selecionar os museus em Berlim que queríamos visitar. Já de cara, nos deparamos com a possibilidade de comprar o Museumspass – Ticket para a visitação de mais de 50 museus em Berlin, em três dias consecutivos. O Museumspass custa 19 euros (9,50 meia) e tem um excelente custo-benefício. Compramos o nosso com antecedência (você diz em que data quer começar a utilizar) na bilheteria do Altes Museum.


Aqui em Berlim existem outras opções de cartões de desconto para turistas, que também incluem descontos em museus como, por exemplo, o Berlin WelcomeCard e o Berlin CityTourCard. A diferença do Museumspass é que com ele, você não precisará pagar complementos para entrar nos museus, apenas apresentá-lo na bilheteria para trocar por um ingresso ou, em alguns dos museus, ir direto para a entrada sem pegar fila!

Vale lembrar, porém, que os principais museus da cidade são grandes e com acervos extensos. Se o seu tempo é curto, ou se a soma das entradas individuais dos museus que você pretende visitar for inferior a 19 euros, talvez a melhor opção seja comprar um cartão de desconto. Dica: A maioria dos museus fecha na segunda-feira e outros na terça. Na quinta-feira alguns museus na Museuminsel (ilha dos museus) ficam abertos até às 22h.

O primeiro museu que visitamos foi o Deutsches Technikmuseum Berlin ou Museu Alemão de Tecnologia. Este museu já tinha chamado a nossa atenção, principalmente a do marido - que é maluco por aviões - pois é possível ver na frente do prédio o avião que ele ostenta quando se está na linha U1 do U-Bahn, entre as estações Gleisdreiek e Möckernbrücke (para chegar ao museu, é possível descer em qualquer uma das estações, mais uma caminhada).



O Deutsches Technikmuseum foi aberto em 1983 e tem – desde 2005 quando foi aberto o novo edifício de exposições – cerca de 26.000m². As suas exposições permanentes estão divididas em três temas: Tecnologia e a natureza, tecnologia e o homem e tecnologia e a guerra.

Logo na entrada do museu estão disponíveis mapas com sugestões de roteiros para explorar cada acervo. O museu te leva a uma viagem no tempo e tenta sempre mostrar qual foi o papel da tecnologia em cada momento na história alemã. Começamos o nossa visita num dos galpões onde ficam as locomotivas. São dois galpões no total e lá vimos trens e vagões reais do período entre os anos 1800 e 1980. A cada passo é possível ver a evolução destas máquinas.







Do lado de fora, já no parque do museu, num trecho do acervo tecnologia e a natureza, ficam os moinhos de vento holandeses e também a torre de água, um retrato de como utilizar os recursos naturais para a produção.





A partir daí, fomos direto para o edifício novo do museu, onde vimos principalmente os acervos náutico e aeroespacial. No subsolo e no primeiro andar, vimos diversas embarcações e maquetes, que contam a história de mais de 10.000 anos de navegações.





Nos andares acima, está o acervo aeroespacial. São diversos aviões do século 20, com aeronaves comerciais e militares. Entre estes, é destaque o avião comercial Junkers Ju 52.






Se você é um aficionado pela história da aviação, você deve visitar este museu um dia. Do terraço, é possível ter uma boa vista da cidade.




Nas mais de 4 horas que ficamos por lá, não conseguimos cobrir todo o museu e acabamos fazendo um tour misto. Para ver (e ouvir sobre) todo o acervo, é preciso um dia inteiro ou mais de uma visita curta.

Aberto ter - sex 9h-17h30, sab - dom 10-18h, seg - fechado.
Entrada: 4,50 EUR (normal) / 2,50 (reduzida ou meia) / Grátis com o Museumspass
Como chegar: U1 - Gleisdreiek ou Möckernbrücke

Serviço: Museumspass
Preço: 19 EUR (9,50 meia)

15.6.11

Berlim - karneval der kulturen 2011

Domingo saímos para dar uma volta e quando chegamos estação de u-bahn Hallesches Tor vimos várias pessoas descendo. A quantidade de gente era impressionante, por isso, resolvemos descer e seguir o fluxo. Para nossa surpresa nos deparamos com uma espécie de feira de comidas e artesanatos típicos de vários locais do mundo. E muita, muita gente de todas as partes. Era possível tomar caipirinha (feita com pitú, by the way), mojito, pisco e mais uma infinidade de bebidas "exóticas". Para petiscar mais um grande leque de opções se abria: empanadas, espetinhos, comidas indiana, marroquina, alemã, grega, árabe... uma loucura. 
Depois de passar por essa imensa praça de alimentação a céu aberto, seguimos o fluxo para cair em um outro lugar, mas que também fazia parte da festa. Havíamos chegado no lugar onde aconteceria o desfile (?) do Karneval der Kulturen





Ao longe já dava para ouvir o som do mini trio elétrico que se aproximava.  Mein Gott - Em cima do trio uma baiana, devidamente caracterizada, convidando todo mundo (everybody together / alles zusammen) para cantar junto. Me senti no pelô. Juro! 
Junto com cada grupo que passava na nossa frente, nós éramos transportados para uma cultura totalmente diferente. África, Ásia e América Latina, todos tiveram a oportunidade de mostrar sua diversidade cultural em plena Berlim. A participação e receptividade do povo alemão era incontestável, em cada grupo havia pelo menos 1 alemão que sabia dançar / tocar um instrumento, ou os dois. O Brasil foi presença forte com seus grupos de percussão e suas cores marcantes. Ver o maracatu de Recife foi algo emocionante. Acho que por estar longe há muito tempo as coisas ganham uma dimensão diferente. 





Vídeo compilando alguns momentos do desfile:


Saímos de lá nos achando sortudos de encontrar coisas tão legais pelo nosso caminho. Não nos não fazíamos ideia da aula de civilidade que a gente ganharia ao descer daquele metrô. É incrível como, sim, existe uma forma pacífica e muito inteligente de "brigar" por uma sociedade aberta. A Alemanha vem fazendo esse evento há 16 anos e consegue mostrar através de experiências sensoriais (música, dança, comidas e bebidas) como a tolerância e o respeito são a base para uma sociedade próspera. Quem tiver a oportunidade de participar dessa manifestação cultural nos próximos anos certamente não se arrependerá!

Mais fotos no flickr do raphanomundo
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