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20.1.14

36 horas em Florença

Como eu disse no texto de introdução dessa viagem, quando fui a Florença pela primeira vez ainda não tinha maturidade suficiente para morrer de amores pela cidade. Portanto, a capital da Toscana em 2007 foi só mais um ponto de parada. No fim do ano passado tive a oportunidade de retornar à cidade e, aí sim, me encantar de vez com tanta história e tanto charme.

Chegando à estação de trem S.M. Novella já no fim de uma tarde de outono, só nos restou observar o pôr-do-sol da janela do nosso hotel e, com a noite já instalada, enfrentar o frio em busca de algum restaurante para comer em Florença. Nossa primeira parada foi no Il Vinaino, uma osteria simpática não muito longe do hotel. Ela ainda estava fechada, mas um cartaz dizia que às 19h ela voltaria a abrir, resolvemos esperar já que a situação dos outros restaurantes das redondezas era semelhante. Eles não foram pontuais, mas espera valeu a pena. Fomos bem atendidos, provamos um bom Chianti – vinho típico da região toscana –, comemos uma boa e suculenta mozzarella com prosciutto, tudo isso com muito pão e azeite, só para começar. O cardápio do restaurante não era muito extenso, o que facilitou a nossa vida, e continha boas opções de massas, frescas, inclusive. Todos os pratos pedidos estavam muito bons, mas a grande estrela da noite foi o Nhoque fresco ao Molho de Gorgonzola e Aspargos. Se eu fechar os olhos ainda consigo lembrar da sensação que tive ao provar essa maravilha. O ambiente é aconchegante, os pratos de massa não são muito caros (por volta dos 8 – 10 euros), carta de vinho boa e honesta, bom para quem busca um lugar típico e barato pra comer em Florença.

Pôr-do-sol visto da janela do hotel

8.1.14

Roteiro pela Europa: Uma viagem de aniversário digna de lua-de-mel

Para nossas últimas férias traçamos um roteiro bem clássico pela Europa, revisitando as cidades que já conhecíamos e colocando Roma, a cidade eterna, definitivamente no nosso mapa.
Partimos de São Paulo num chuvoso sábado à tarde rumo à capital italiana, voando Ibéria, via Madrid. Em Roma, nessa primeira etapa, ficamos duas noites. Deu para sentir a cidade, caminhar bastante e já dar o tom da viagem: queijos, vinhos incríveis esorvetes cada vez mais gostosos. Turistamos à beça, subimos a Escadaria Espanhola, jogamos moedinhas numa tranquila Fontana di Trevi e caminhamos vendo o pôr-do-sol às margens do Tibre. Observar o vai-e-vem das andorinhas enquanto a noite caía levou um bocado do nosso tempo. Pressa pra quê? Ficamos boquiabertos com a dimensão do Coliseu, nosso primeiro ponto turístico visitado na cidade, no dia da chegada, à noite, no frio, mas nada disso tirou a beleza do momento.

Nossa primeira visão do Coliseu: apaixonante

29.10.13

Porcelana Monte Sião

A visita a Águas de Lindóia não estaria completa se não déssemos um pulinho na sua vizinha mineira, Monte Sião.  A cidade – que fica a oito quilômetros de Águas de Lindóia –, é nacionalmente conhecida pela sua produção de malhas e pela belíssima porcelana azul e branca.

Na ocasião da nossa visita à fábrica de Porcelana Monte Sião pudemos conhecer de perto o passo-a-passo dessa produção em larga escala, porém extremamente artesanal. Fundada em 1959, a princípio só eram produzidos pequenos bibelôs e peças sob encomenda, porém, um português, que vivia na cidade, pediu para que reproduzissem uma jarra azul e branca, legítima porcelana portuguesa. A reprodução fez tamanho sucesso que, a partir daí, a fábrica se especializou nesse modelo. Para diversificar a produção, vários itens foram adicionados à linha, mas sempre seguindo a clássica e bela tradição azul e branca.

Peças prontas para receber a pintura na fábrica de porcelanas Monte Sião

25.10.13

Os atrativos de Águas de Lindóia

A cidade de Águas de Lindóia, que está a pouco mais de 2 horas de viagem aqui de São Paulo, quase na divisa com Minas Gerais, tem como principais atividades econômicas o turismo e o engarrafamento de água. Um refúgio para quem busca o verde e a tranquilidade das boas cidades do interior, ela oferece inúmeros atrativos para quem a visita.

Quase em frente ao Hotel Majestic, onde fiquei hospedada, está o Balneário Municipal de Águas de Lindóia. Inaugurado em 1º de novembro de 1959, hoje além dos banhos que visam o tratamento de doenças, o balneário é um complexo de bem-estar. São oferecidas terapias, massagens, drenagens e banhos relaxantes. As piscinas do complexo são abastecidas com água mineral constantemente renovadas, pois cinco fontes de águas termais são encontradas nas dependências do balneário. Um grande jardim projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx se integra perfeitamente à paisagem. A dica aqui é ir sem pressa, aproveitar os tratamentos e as piscinas. É um passeio para toda a família.

Piscinas do Balneário Municipal de Águas de Lindóia - Foto: Divulgação

18.1.13

Deutsches Museum em Munique


Você desiste de negar que a sua família é nerd quando, ao invés de ficar tomando cerveja ou fazendo compras, prefere passar o dia dentro do Deutsches Museum, ou Museu Alemão, em Munique. As pessoas podem até não realizar, mas em termos de ciência e tecnologia, a Alemanha manda muito bem. E muitos cientistas, inventores e inventos são alemães. Talvez esta seja uma razão para o Deutsches Museum ser um dos mais, senão o mais importante museu do seu tipo no mundo.

O grandioso prédio que abriga o museu em Munique fica numa ilha no rio Isar – Museumsinsel –, ainda na região central da cidade. Não é difícil encontrá-lo, tanto pelo seu tamanho quanto pelo fluxo de pessoas que vão ao seu encontro. O acervo do museu, que completará 110 anos de existência em 2013, contém milhares de objetos, de muito pequenos a gigantescos, espalhados pelos seus 8 níveis (do subsolo ao 6° andar) e, de acordo com o nosso mapa, inacreditáveis 55 ramos diferentes, que abrangem quase tudo que você possa imaginar.

Vários tipos de canoas e outras embarcações em tamanho real

19.11.12

Miniatur Wunderland em Hamburgo


Imagine que alguém teve, de repente, uma idéia fantástica e ousada. Que este mesmo alguém conseguiu convencer outras pessoas de que seria possível pôr a idéia em prática.
Agora, considere que a “realidade” vendo toda essa movimentação, decidiu, por puro divertimento, se sair melhor do que a imaginação em si.

O resultado disso seria, sem dúvida, o Miniatur Wunderland, em Hamburgo.

Mesmo que você não conheça absolutamente nada de modelismo ou ache que não tem mais idade pra isso, é muito difícil não se impressionar com o que se vê. Acho que foi a primeira vez que vi meu pai virar criança. Sem falar no marido, que passou duas horas boquiaberto. É indescritível!

Os dados técnicos do que está exposto dentro de um dos armazéns desta região particularmente charmosa de Hamburgo tentam quantificar o que os olhos emocionados enxergam. Numa área de 6.400 m² está a maior ferrovia em miniatura do mundo, que até 2010 tinha 13 km e 930 trens. Além disso, são mais de 200 mil “habitantes” e outras milhares de miniaturas. Carros, árvores, animais, prédios e pontes, que juntos, transformam esta atração em algo único e imperdível. Para completar a magia, mais de 300 mil luzes compõem a alma da brincadeira.


Prédio que abriga o Miniatur Wunderland

12.11.12

Stuttgarter Markthalle


Como muitos de vocês já devem saber, em 2010 nós tivemos a oportunidade de morar por 3 meses em Stuttgart. Aliás, foi por causa dessa viagem que o blog nasceu. Nesses meses que passamos por lá, com o marido trabalhando e eu estudando, sobrou pouco tempo para curtir e descobrir mais a “nossa” cidade. O tempo livre que tínhamos era totalmente dedicado para explorar tudo que estava por perto.

Dessa terceira vez na Alemanha resolvemos colocar Stuttgart novamente no nosso caminho, primeiro, por termos uma relação de afeto com a cidade que tão bem nos acolheu, segundo que era uma oportunidade de voltar com olhos de turista. Sábia escolha!



4.6.12

Montevidéu: Feira Tristán Narvaja


Nosso passeio em Montevidéu nos levou direto para onde uma boa parte dos moradores da cidade estão em pleno domingo: Calle Tristán Narvaja. É lá que acontece, sempre aos domingos, a tradicional feira de antiguidades que leva o mesmo nome da rua.

Ao longo destes 700 metros de rua fechada só para pedestres, é possível encontrar de tudo. Frutas, verduras, temperos, quilos de mate (e suas cuias), livros, cds, LPs, bugigangas eletrônicas, animais de muitas espécies, queijos, doces, couro... Enfim, um belo retrato da cultura do Uruguai.

Feira de antiguidades Tristán Narvaja

13.12.11

Campos do Jordão: Passeio de bondinho

Um passeio que fizemos em Campos do Jordão foi o de Trem Urbano, que eles também chamam de bondinho. Coisa rápida, o passeio dura uns 50 minutos. Para quem vai à cidade com crianças é parada obrigatória. Por R$ 15,00 você compra o bilhete e garante seu lugar. O bondinho sai da Estação Emílio Ribas de hora em hora e o trajeto vai até a entrada da cidade sem paradas. No nosso caso, o bonde deu uma paradinha para que o trem que faz o passeio até Santo Antônio do Pinhal pudesse passar, aí as pessoas aproveitaram para descer e tirar umas fotos, mas em todo caso, o passeio é feito sem paradas programadas. 


O bondinho

A paisagem

Os trilhos

O trem de Santo Antônio do Pinhal

Entrada da cidade

Chegando na estação Emílio Ribas


Campos do Jordão, ao meu ver, ainda não está muito estruturado para o turismo. São poucas as opções de passeios e pontos. Comparando com Gramado, comparação essa inevitável, a cidade gaúcha se encontra bem à frente nesse sentido. Para quem vai sem ser de carro ainda esbarra no fator locomoção, o transporte público só atende o centro e muitos hoteis e pousadas ficam fora desse miolo. 

No entanto, Campos do Jordão é uma ótima pedida para quem quer descarregar o estresse do dia-a-dia, relaxar, comer bem e sentir um friozinho gostoso.

15.6.10

Budapeste

A viagem de Praga para Budapeste foi feita de trem. Viagem essa, que duraria 7h. Pegamos o trem cedinho na estação, nos acomodamos para descansar, pois tínhamos muito o que percorrer em Budapeste. Faltando mais ou menos 40min. para o fim da viagem, o trem para numa estação no meio do nada e passa mais tempo do que o habitual. No alto-falante, alguma coisa em tcheco que não dava pra entender. Mais alguns minutos se passaram e uma breve mensagem veio, desta vez em inglês: "O trem terá que ficar parado aqui por duas ou três horas. Obrigado pela compreensão".
O caos foi instaurado! Mais mensagens eram divulgadas em tcheco. Um grupo que estava no nosso vagão, e também ia para Budapeste, falava tcheco e inglês disse que teria um ônibus em frente à estação para finalizar o nosso percurso. "Ah, ok! Está tudo organizado, o trem quebrou, mas já colocaram um ônibus à nossa disposição" pensamos. Ledo engano, colegas!
Quando chegamos ao ponto do ônibus o que nos esperava era um ônibus de linha da cidade, amarelão e veeeelho. Esse processo de sair do trem e entrar no ônibus durou mais ou menos uma hora e meia. Eram muitos turistas. Ah, vale ressaltar, óbvio, que o transporte não era gratuito. Compramos a nossa passagem e fomos os últimos a subir na lotação hahahha. Consegui um lugar para sentar no banco reservado aos idosos. Não sabíamos qual o destino do ônibus, mas confiamos no senso comum. O coletivo partiu por uma estradinha miúda, sem placa ou qualquer sinalização. No percurso mais pontos surgiam e mais pessoas (locais) subiam no já lotado ônibus. Depois de 1h no meio do nada, um trem (o nosso) passa pelo ônibus. Ficamos chocados!
Por fim, o ônibus para no, acredito eu, ponto final e acabou a viagem. "Mas aqui não é Budapeste" pensamos. Não, não era MESMO. O ônibus nos deixou em outra estação para pegarmos um outro trem e completarmos a (infinita) viagem. No quadro de partidas o nosso trem havia passado por essa estação fazia meia hora.
Avistamos o grupo que estava no nosso vagão rumando para um trem e resolvemos seguí-los. Eles disseram que a gente podia pegar qualquer trem que iria para Budapeste sem qualquer custo. Subimos com eles no mesmo vagão e 1h depois chegamos na cidade. Havíamos nos programado (se tudo tivesse dado certo) para chegar lá ao meio-dia, chegamos com quatro horinhas de atraso. Até nos situarmos na cidade, achar o hotel, metrô (que é o segundo mais antigo da europa - mega vintage), comprar ticket, já passava das 17h. Ainda bem que só escurece tarde e deu para tirar umas fotos.
Essa viagem só não rendeu mais porque estávamos cansados e um pouco desanimados com tanto imprevisto.

A cidade é bonita, mas fora o livro de Chico Buarque, eu não tinha mais nenhuma referência. Catamos um mapa e fomos atrás dos principais pontos. Para nossa surpresa havia chovido bastante nos últimos dias e o Rio Danúbio, que não é tão azul* pelas bandas de cá, estava 4 metros acima do seu nível normal.

Na foto abaixo dá pra notar bem os banquinhos que ficam às margens do rio parcialmente submersos.


Nessa outra foto, a via também havia sido inundada pelas águas do rio. A exemplo de Praga e Viena, Budapeste também conta com os lindos bondes em seu sistema de transporte público. Eles são a minha nova paixão. Toda cidade deveria ter bondes. Eles deixam tudo mais bonito!


As duas estátuas abaixo ficam super próximas e são realmente primorosas.


Lá em Budapeste vi muita gente com a sua magrelinha andando tranquilamente pela cidade.


O prédio do parlamento húngaro fica às margens do Danúbio e é o maior edifício da Hungria e o segundo maior parlamento da Europa. Seu projeto foi escolhido mediante concurso. Sua construção teve início em 1885 e foi concluída em 1904.




Com o pouco tempo que tivemos não deu pra ver muita coisa. Recomendo a visita à cidade, mas não precisa ser urgente. Nem de trem.

*famosa valsa composta por Strauss em 1866 "An der schönen blauen Donau (no belo Danúbio Azul)".

11.6.10

Praga

Eu já posso começar esse post dizendo que nós nos arrependemos amargamente de só separar um dia para Praga. Que cidade é essa? Acredito que seja cidade para uma vida. Bom, depois do desabafo vamos ao que interessa.
Praga é linda (vou repetir isso quantas vezes for preciso), o povo tem um estilo próprio que complementa a beleza do lugar. Mesmo sendo turística os turistas daqui não tem aquela afetação dos grandes centros. Bem diferente de Londres e Paris, o público que vem a Praga é mais maduro e menos ansioso. O transporte público é composto por ônibus, metrô e tram (minha mais nova obssessão - me peguei uma pessoa que ama os trams e tira fotos alucinadamente de todos eles). Eles são uma espécie de bonde e ajudam a dar um clima todo especial à cidade. O transporte de lá é bem organizado e eficiente. Você consegue pegar um ônibus dentro do aeroporto e descer dentro do metrô.


A cidade é tão maravilhosa que, mesmo com um ticket que dá direito a pegar todos os transportes quantas vezes quiser durante 24h, fizemos o passeio pela cidade inteira a pé! Tinha chovido bastante pela manhã, mas quando saímos do hotel a chuva já havia parado e o dia ficou nublado e frio, do jeito que eu gosto. Saímos andando sem rumo, entrado de rua em rua, ora nos deparando com monumentos, ora elegendo nossos próprios monumentos. Como essa praça, que não consta em mapa algum e é simplesmente uma obra de arte!
A riqueza nos detalhes, a perfeição do movimento das estátuas, confesso que ficamos encantados com essa praça. Nunca vi mais bonita e se vi, não me lembro mais.







Seguindo nosso caminho (e intuição), nós chegamos a Ponte Carlos, em tcheco Karlův most , que é a ponte mais antiga de Praga e a segunda ponte mais antiga da República Tcheca. Dessa ponte temos a visão do outro lado da cidade, juntamente com o seu castelo.


Já do outro lado da ponte, nós encontramos o, acredito eu, mais famoso ponto turístico de Praga. O Orloj é um relógio astronômico medieval que fica na parede da prefeitura da cidade, na praça da Cidade Velha. É surreal esse relógio de tão lindo! E aí sim, nesse lugar tem muita gente tirando foto e foi onde eu encontrei minha primeira noiva.

Ainda na Praça da Cidade Velha, nos deparamos com a catedral em estilo gótico Týn que também, como já falado em outros posts, passava por reformas. Muitos prédios e monumentos de toda a Europa (eu acho), passa por reformas quando vai chegando o verão.

Depois de mais de 5h de caminhada já havíamos visto bastante coisa. Pegamos um bonde sem um destino certo. Descemos na Praça da Paz (Námĕstí Míru) onde tem a igreja neo gótica de Saint Ludmila. A praça é linda, sem comentários. No entanto, restava rolando o EkoFestival e era uma vibe totalmente diferente do restante da cidade. Várias banquinhas de produtos ecologicamente corretos ocupavam diversos locais da praça. Ainda tinha uma banquinha do Green Peace e no meio de tudo, um palco. Show da banda Fibidus para 3 crianças, 2 idosos e um casal de turistas, no caso, nós! Foi muito engraçado participar do micro festival.


Nosso dia já estava acabando e no dia seguinte pegaríamos o trem logo cedo para Budapeste. Rumamos de volta ao hotel. Ficamos numa estação super perto do Národní Muzeum (Museu Nacional) de Praga e seu belíssimo prédio neo renascentista que fica no fim da Praça Venceslau, principal praça da cidade. Esse museu é o grande símbolo da cultura Tcheca.


Ainda falta falar do que comemos em Praga, das publicidades e de mais o que vier na minha cabeça. Os posts não vão ser como os das outras viagens, pois a copa está começando e acredito que vá acontecer muita coisa legal aqui em Stuttgart, então, me darei o direito de interromper a postagem da última viagem para colocar o que eu achar interessante nesse tempo onde o mundo respira futebol e aqui na Alemanha o pessoal não está brincando em serviço.

p.s. Esse post vai para Anna Terra, menina de sorriso largo, danada, inteligente que só ela, redatora de mão cheia que gosta das coisas simples que enchem a vista e aquecem o coração. Praga é pra você, Terrinha. Feliz Aniversário!

31.5.10

paris - última parte

Tentamos deixar o último dia o mais light possível para não chegarmos em casa muito cansados. Ledo engano. Não tem como ser light em Paris! Não dá pra perder um minuto sequer e, talvez por ser o nosso último dia, a vontade de andar era enorme.
Assim que deixamos o hotel fomos na Galeria Lafayette, que é o paraíso do consumo. Todas as grandes marcas num só lugar vendendo todos os itens possíveis e imagináveis. Entramos (sem saber) logo pelo piso dos sapatos, juro que dá vontade de morrer. São MUITOS sapatos, sandálias, sapatilhas, botas, ankle boots, rasteiras...etc. Passamos bem mais de 1h por lá.
Além de tudo, o prédio que abriga a loja é lindo e muito rico em detalhes. É realmente um ponto turístico.


Depois de esperar a Becky Bloom que existe em mim adormecer, pegamos o metrô para a Châtelet a fim de caminhar até a Notre Dame, pois quando estivemos lá da primeira vez fizemos um caminho diferente. Dessa vez, saímos da estação com direção à rue de Rivoli, passamos pela Tour Saint Jacques e chegamos ao Hôtel de Ville, prédio que abriga a prefeitura da cidade de Paris. Caminhamos pelo Quai de Gesvres, onde tem um monte de banquinhas vendendo livros, postais e propagandas super antigas, atravessamos a Pont Notre Dame e chegamos à Catedral.




Antes de sair do hotel eu já havia me informado que perto da Notre Dame existia a possibilidade de pegar o Bateau Mouche para fazer o passeio no Rio Sena. E foi o que fizemos. Compramos o nosso bilhete para o passeio que dura 1h e passa por 24 pontes. Vale muito a pena! Como o dia estava novamente ensolarado, sentir essa brisa do rio foi refrescante. Ao longo do passeio a guia conta uma breve história das pontes e prédios em 3 línguas. Quando estamos prestes a passar pela Pont Marie a guia diz que se, ao passar por baixo da ponte, fecharmos os olhos e fizermos um desejo, ele vai se realizar. Como era a segunda vez que fazia esse passeio, não custava nada reforçar o primeiro pedido, né? Vai que acontece! hehehe...



Essa uma hora, em especial, passa voando! Após o passeio, fomos em direção ao Boulevard Saint-Michel procurar um lugar para almoçar e dar uma olhada no mapa para ver nosso próximo roteiro. Os arredores dessa parte da cidade são cheios de bares, restaurantes e lojas. Com o passar das horas, a quantidade de gente nas ruas ia aumentando e todos os lugares eram disputadíssimos. Após almoçar, demos uma volta pelo Boulevard Saint-German e partimos rumo ao Centre Pompidou. Esse centro é um dos marcos da pós-modernidade da cidade. Dentro dele podemos encontrar museu, teatro, biblioteca e intervenções culturais. As pessoas vão pra lá e ficam no pátio, onde artistas de rua mostram o seu trabalho. Ainda no seu pátio podemos encontrar várias lojas de souvenirs e cafés.
Foi um fim de tarde inesquecível.



Dessa vez, olhei Paris com olhos de velha conhecida e, ainda assim, achei melhor do que com olhos de primeira vez. Acredito que em Paris, nem a milésima vez a gente esquece.

28.5.10

paris - parte 2

No segundo dia acordamos quebrados, porém prontos para passear bastante. Fomos direto para Montparnasse, que por ser um domingo, estava absolutamente tranquilo e agradável. Cafés e restaurantes abertos com suas pequenas mesas nas calçadas, esperavam seus fregueses que contemplariam mais um belo dia na cidade.



Um pouco mais quente que no dia anterior, descemos na Champs-Elysées Clemanceau, pode pudemos apreciar o evento Nature Capitale. Passeamos pela linda e lotada avenida Champs-Elysées, entramos em algumas lojas como Sephora, Adidas, Virgin Megastore e Fnac. Paris está bem mais cheia do que em 2007. Nunca vi tanta gente na minha vida. A linha 1 do metrô, que leva de La Défense até a Château de Vicennes se assemelhava muito com a linha azul do metrô de São Paulo na hora do rush, salvo pela diferença que em Sampa, fica proibida a entrada de animais.




Após o passeio na Avenida mais charmosa da cidade, fomos para a estação Charles de Gaulle - Étoile com direção à Palais Royal - Musée du Louvre, onde fica a já conhecida pirâmide de entrada do museu do Louvre. Dessa vez não entramos no museu, que a julgar pela quantidade de gente, deveria estar insuportavelmente lotado. Ficamos um pouco lá na frente, mas o calor só aumentava. Corremos para o parque mais próximo (ideia nem um pouco exclusiva) e tentamos achar um lugarzinho à sombra.




Eu já disse aqui que sou totalmente a favor do sol se, somente se, houver uma praia onde eu possa ficar a vontade, tomar um banho e uma cerveja bem gelada? Pronto! Paris não tem praia, logo, não existe a necessidade de tanto sol e calor. O passeio se torna incômodo, uma vez que caminhamos muito e, de fato, essa é uma cidade que te convida para uma boa caminhada, mas ficar toda suada e sair cor-de-rosa em todas as fotos, não dá, né?
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