Durante minha passagem por San Salvador de Jujuy, no noroeste da Argentina, conheci um lugar onde arte, arquitetura e paisagem se encontram de uma maneira muito particular, o Centro Cultural Lola Mora, espaço dedicado à vida e à obra de Dolores Candelaria Mora Vega.

Quem foi Lola Mora
Ela foi uma das primeiras grandes escultoras argentinas a alcançar reconhecimento internacional, em uma época em que a escultura era um universo dominado por homens. Sua técnica e seu estilo fizeram com que suas obras ocupassem espaços importantes da Argentina e também de outros países. Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória aconteceu em 1906, quando seis esculturas em mármore de Carrara, feitas por ela, foram instaladas em frente ao Palácio do Congresso Nacional, em Buenos Aires. As obras eram Los Leones, La Libertad, El Progreso, El Trabajo, La Paz e La Justicia. Cerca de quinze anos depois, foram retiradas do local e transferidas para a província de Jujuy. Durante mais de um século, as esculturas permaneceram espalhadas por diferentes pontos da cidade. Só em 2025, 104 anos depois, voltaram a ficar reunidas.
O museu
Foi para dar uma nova casa a esse conjunto que nasceu o Centro Cultural Lola Mora. Inaugurado em julho de 2026, o projeto é uma das últimas obras concebidas pelo arquiteto argentino César Pelli, um dos grandes nomes da arquitetura contemporânea. O edifício foi pensado como uma espécie de extensão da própria paisagem na qual se encontra inserido. Seu formato lembra um cinzel, ferramenta associada ao trabalho de um escultor, e uma longa passagem conduz o visitante até o espaço onde estão as obras de Lola Mora.
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O centro cultural está instalado em uma área elevada de San Salvador de Jujuy, cercada pela vegetação das Yungas, do edifício a paisagem se abre para o verde ao redor. As grandes janelas de vidro fazem com que o limite entre interior e exterior praticamente desapareça, transmitindo a ideia de que o visitante não apenas veja as esculturas, mas também perceba o lugar onde elas estão.
O Centro Cultural Lola Mora acabou se tornando a última obra liderada por Pelli, já que, lamentavelmente, o arquiteto veio a falecer em 2019, não chegando a ver o seu projeto concluído. Há uma frase atribuída a ele, com a qual fomos saudados no início da visitação, que resume bem a proposta do projeto: O museu é uma obra de arte criada para exibir arte. E, de fato, é.

Outro ponto que chama a atenção é a preocupação com a sustentabilidade, presente tanto no uso de painéis solares e turbinas eólicas quanto em soluções de eficiência bioclimática e gestão da água, que ajudam a reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental da construção.
A experiência da visita
Além das salas amplas de exposição, com peças em tamanho real e réplicas, o centro cultural conta com uma midiateca e uma loja. Mas, para mim, um dos momentos mais interessantes da visita é um vídeo de cerca de nove minutos que apresenta a trajetória de Lola Mora e ajuda a dar a dimensão da importância da obra dessa artista audaciosa. Mora passou boa parte da vida enfrentando os limites impostos às mulheres de sua época. E, mais de um século depois, suas obras ganharam uma casa projetada por outro argentino que também deixou sua marca no mundo. Visitar o Centro Cultural Lola Mora é poder conhecer de perto essas duas histórias, a de uma artista vanguardista e ousada, que abriu caminho em um universo dominado por homens e a de um arquiteto que criou, no final da carreira, um espaço à altura pensado para colocar sua obra em diálogo com a paisagem de Jujuy.
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Para quem passa por San Salvador de Jujuy, é uma visita que vale a pena incluir no roteiro.

Quem foi Lola Mora
Ela foi uma das primeiras grandes escultoras argentinas a alcançar reconhecimento internacional, em uma época em que a escultura era um universo dominado por homens. Sua técnica e seu estilo fizeram com que suas obras ocupassem espaços importantes da Argentina e também de outros países. Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória aconteceu em 1906, quando seis esculturas em mármore de Carrara, feitas por ela, foram instaladas em frente ao Palácio do Congresso Nacional, em Buenos Aires. As obras eram Los Leones, La Libertad, El Progreso, El Trabajo, La Paz e La Justicia. Cerca de quinze anos depois, foram retiradas do local e transferidas para a província de Jujuy. Durante mais de um século, as esculturas permaneceram espalhadas por diferentes pontos da cidade. Só em 2025, 104 anos depois, voltaram a ficar reunidas.
O museu
Foi para dar uma nova casa a esse conjunto que nasceu o Centro Cultural Lola Mora. Inaugurado em julho de 2026, o projeto é uma das últimas obras concebidas pelo arquiteto argentino César Pelli, um dos grandes nomes da arquitetura contemporânea. O edifício foi pensado como uma espécie de extensão da própria paisagem na qual se encontra inserido. Seu formato lembra um cinzel, ferramenta associada ao trabalho de um escultor, e uma longa passagem conduz o visitante até o espaço onde estão as obras de Lola Mora.
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O centro cultural está instalado em uma área elevada de San Salvador de Jujuy, cercada pela vegetação das Yungas, do edifício a paisagem se abre para o verde ao redor. As grandes janelas de vidro fazem com que o limite entre interior e exterior praticamente desapareça, transmitindo a ideia de que o visitante não apenas veja as esculturas, mas também perceba o lugar onde elas estão.
O Centro Cultural Lola Mora acabou se tornando a última obra liderada por Pelli, já que, lamentavelmente, o arquiteto veio a falecer em 2019, não chegando a ver o seu projeto concluído. Há uma frase atribuída a ele, com a qual fomos saudados no início da visitação, que resume bem a proposta do projeto: O museu é uma obra de arte criada para exibir arte. E, de fato, é.

Outro ponto que chama a atenção é a preocupação com a sustentabilidade, presente tanto no uso de painéis solares e turbinas eólicas quanto em soluções de eficiência bioclimática e gestão da água, que ajudam a reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental da construção.
A experiência da visita
Além das salas amplas de exposição, com peças em tamanho real e réplicas, o centro cultural conta com uma midiateca e uma loja. Mas, para mim, um dos momentos mais interessantes da visita é um vídeo de cerca de nove minutos que apresenta a trajetória de Lola Mora e ajuda a dar a dimensão da importância da obra dessa artista audaciosa. Mora passou boa parte da vida enfrentando os limites impostos às mulheres de sua época. E, mais de um século depois, suas obras ganharam uma casa projetada por outro argentino que também deixou sua marca no mundo. Visitar o Centro Cultural Lola Mora é poder conhecer de perto essas duas histórias, a de uma artista vanguardista e ousada, que abriu caminho em um universo dominado por homens e a de um arquiteto que criou, no final da carreira, um espaço à altura pensado para colocar sua obra em diálogo com a paisagem de Jujuy.
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Para quem passa por San Salvador de Jujuy, é uma visita que vale a pena incluir no roteiro.
Informações, horários e valores: https://cclm.jujuy.gol.ar/
❗❗❗O Raphanomundo está na Argentina a convite da OMPT para participar do maior fampress do jornalismo de viagens.