O Panamá é um destino que eu queria conhecer há muito tempo, mas por anos precisei me contentar com o fato de apenas ter passado pelo seu aeroporto, o famoso Hub das Américas, a caminho da Costa Rica. Até que, como tudo na vida tem sua hora, finalmente chegou a minha vez de conhecer a Puente del Mundo, como também é conhecido o Panamá.
Foram 7 dias intensos explorando o país numa viagem de imprensa. Além da capital, a vibrante Cidade do Panamá, também tive oportunidade de conhecer parte da província de Colón. Uma viagem que misturou história, natureza e aquela energia única que só a América Central tem. Nesse texto, compartilho as atrações imperdíveis que conheci na capital, para inspirar quem planeja visitar o Panamá pela primeira vez.

Canal do Panamá: uma obra-prima da engenharia que conecta oceanos
Acho que a primeira coisa que vem à cabeça quando falamos sobre o Panamá é o seu canal. E não é à toa, o Canal do Panamá é uma das maiores obras de engenharia do mundo, conectando o Atlântico ao Pacífico por cerca de 80 km e economizando semanas de viagem marítima. Mais de 10 mil navios de cargas diversas e cruzeiros passam pelo canal todos os anos. Comigo não foi diferente, as Eclusas de Miraflores, no lado do Pacífico, foram a minha primeira parada na Cidade do Panamá. Lá tem um centro de visitantes com mirantes onde dá para ver de perto como os navios sobem e descem pelas câmaras, e é impressionante sentir essa dimensão toda ali na sua frente.

O canal inteiro leva em média de 8 a 10 horas para ser atravessado por um navio (o que dá para ter uma ideia do tamanho e da complexidade da obra). Cada passagem utiliza muita água doce vinda de lagos artificiais altamente gerenciados, o sistema consome dezenas de milhões de litros de água só daquela operação, liberada pelo fluxo necessário para elevar e abaixar as embarcações.
Para uma experiência ainda mais completa, seguimos até as Eclusas de Águas Claras, no lado Atlântico, que ficam a cerca de uma hora e meia de carro da Cidade do Panamá e também têm um centro de visitantes bacana para observar o funcionamento dessa maravilha da engenharia moderna.
Biomuseo: cores, formas e biodiversidade em arquitetura única
Deixando a engenharia um pouco de lado, seguimos para outro ícone da Cidade do Panamá, desta vez arquitetônico: o prédio que abriga o Biomuseo, projetado pelo renomado arquiteto Frank Gehry. Aliás, é a única obra dele na América Latina, o que já diz bastante sobre a importância do lugar.
Pensado para refletir a biodiversidade exuberante do Panamá, o projeto não economiza nas cores nem nas formas. Chapas metálicas vibrantes, ângulos inesperados e volumes sobrepostos fazem com que o edifício se destaque mesmo à distância. É impossível passar por ali e não reparar. Antes mesmo de entrar, o prédio já desperta a curiosidade e aguça os sentidos.

E já seria marcante se parasse por aí. Mas o interior guarda um museu com um acervo interessante e bastante interativo, que convida o visitante a entender como o surgimento do istmo do Panamá transformou a biodiversidade do planeta. É uma experiência que mistura ciência, história natural e identidade, apresentada de um jeito leve e envolvente para crianças e adultos.
A partir do Biomuseo avistamos ao longe o skyline da área moderna da Cidade do Panamá e é para lá que nós vamos no nossa próxima parada.
Poin Panamá: vendo a Cidade do Panamá de cima e com frio na barriga
No topo de um dos muitos arranha-céus da capital panamenha está o Poin Panama, um rooftop de onde é possível ver praticamente toda a Cidade do Panamá lá de cima. O edifício tem mais de 150 metros de altura e oferece uma vista de 360 graus da baía, da Calzada de Amador e até do oceano Pacífico no horizonte.
Lá em cima, além do mirante panorâmico com piso de vidro, conhecido como SkyDeck, que por si só já é uma experiência e tanto, há várias atividades para quem gosta de adrenalina. O turista pode, por exemplo, experimentar um balanço suspenso que o projeta sobre a cidade, uma tirolesa urbana, escalar até o ponto mais alto ou ainda se inclinar para fora da plataforma, sempre com segurança e instrutores simpáticos e preparados.
Para mim que não sou tão fã de altura assim, o SkyDeck em si foi uma das opções mais tranquilas, embora ainda dê aquele frio na barriga, porque é basicamente um mirante com chão e paredes de vidro que dão a sensação de estar flutuando sobre a cidade. Acredito que mesmo aqueles que não curtem atividades radicais vão gostar de simplesmente ficar ali observando a Cidade do Panamá se estender até o mar. Com o perdão do clichê, a vista é de tirar o fôlego. Ou será que, no meu caso, foi o medo de altura?
Gamboa Rainforest Reserve: um refúgio de natureza perto da cidade
Mas engana-se quem pensa que a Cidade do Panamá é feita apenas de concreto, vidro e grandes obras de engenharia. Em meia hora de carro, a paisagem muda completamente e chegamos ao coração da floresta tropical, mais precisamente na Gamboa Rainforest Reserve. Essa área, às margens do Lago Gatún e do próprio Canal do Panamá, me fez pensar em quão curioso é estar tão perto do burburinho da capital e mesmo assim me sentir em um refúgio onde o som predominante é o dos pássaros e do vento batendo nas copas das árvores.

Quem se hospeda por lá (sim, tem um excelente hotel na reserva) pode fazer passeio de teleférico sobre a floresta, trilhas, observar macacos e aves e até navegar pelo lago em busca de crocodilos e pequenas ilhas formadas com a construção do canal. Nossa passagem foi mais rápida, mas conseguimos visitar o Santuário das Preguiças resgatadas, o ranário com espécies exóticas, o orquidário e o lindo borboletário, que guarda entre tantas espécies, a Mariposa Morpho Azul, símbolo do Panamá. Aliás, o nome Panamá significa abundância de peixes e mariposas. Fiquei encantada com a Gamboa Reserve, o tipo de lugar que reforça como o país é, acima de tudo, biodiversidade pura.
Chiva Parrandera e Sabroso Panamá: festa, música e o espírito acolhedor do Panamá
Para conhecer de perto a vocação festeira do Panamá, subimos numa Chiva Parrandera, um ônibus típico do transporte público transformado em balada sobre rodas. A viagem já começou animada, com drinks nas mãos e hits cantados em uníssono pelos meus colegas latino-americanos.
É nessas horas que percebo algo curioso, apesar das diferenças de idioma, todos nós compartilhamos um mesmo espírito de festa. Cada país tem suas músicas e hinos, e nem sempre nos entendemos na letra, mas a alegria de dançar, celebrar e se divertir é universal na América Latina. Foi uma noite linda.

E a festa não parou na Chiva. Ela seguiu para o salão do Sabroso Panamá, um restaurante que combina cozinha típica, ambiente festivo e aquele calor humano que torna a experiência ainda mais memorável. Um animador fica no centro do salão e, entre apresentações de danças típicas panamenhas, ele convoca turistas e locais a se juntarem, garantindo que ninguém fique de fora da festa. Ali, mais do que comer, você se conecta com a alegria e o espírito acolhedor do Panamá, vivendo uma experiência que mistura cultura, música e pura celebração.
Entre engenharia, natureza, arquitetura, gastronomia e festas, ficou fácil sentir como o Panamá é diverso, vibrante e generoso. As experiências que contei mostram apenas uma parte do que o país tem a oferecer. Ainda podem entrar na lista o Casco Antíguo, com suas ruas históricas e cheias de charme, o Museo del Canal, que mergulha na história dessa obra-prima da engenharia, uma parada no Café Coca-Cola, o mais antigo da cidade, e a chance de degustar o exclusivo Café Geisha, considerado um dos melhores do mundo.
Para quem visita pela primeira vez, como foi meu caso, essas experiências já são suficientes para despertar aquele desejo irresistível de voltar e descobrir ainda mais. O Panamá é um destino que encanta, surpreende e convida a viver cada detalhe de perto.
Serviços, valores e horários, visite:
👉 https://visitcanaldepanama.com/ | @canaldepanama
👉 https://biomuseo.org/ | @biomuseo
👉 https://poinpanama.com/ | @poinpanama
👉 https://www.gamboaresort.com/ | @gamboareserve
👉 https://chivaparranderaeventostlp.com/ | @chivaparranderaeventostlp
👉 https://sabroso-panama.com/ | @sabroso_panama
Foram 7 dias intensos explorando o país numa viagem de imprensa. Além da capital, a vibrante Cidade do Panamá, também tive oportunidade de conhecer parte da província de Colón. Uma viagem que misturou história, natureza e aquela energia única que só a América Central tem. Nesse texto, compartilho as atrações imperdíveis que conheci na capital, para inspirar quem planeja visitar o Panamá pela primeira vez.

Canal do Panamá: uma obra-prima da engenharia que conecta oceanos
Acho que a primeira coisa que vem à cabeça quando falamos sobre o Panamá é o seu canal. E não é à toa, o Canal do Panamá é uma das maiores obras de engenharia do mundo, conectando o Atlântico ao Pacífico por cerca de 80 km e economizando semanas de viagem marítima. Mais de 10 mil navios de cargas diversas e cruzeiros passam pelo canal todos os anos. Comigo não foi diferente, as Eclusas de Miraflores, no lado do Pacífico, foram a minha primeira parada na Cidade do Panamá. Lá tem um centro de visitantes com mirantes onde dá para ver de perto como os navios sobem e descem pelas câmaras, e é impressionante sentir essa dimensão toda ali na sua frente.

O canal inteiro leva em média de 8 a 10 horas para ser atravessado por um navio (o que dá para ter uma ideia do tamanho e da complexidade da obra). Cada passagem utiliza muita água doce vinda de lagos artificiais altamente gerenciados, o sistema consome dezenas de milhões de litros de água só daquela operação, liberada pelo fluxo necessário para elevar e abaixar as embarcações.
Para uma experiência ainda mais completa, seguimos até as Eclusas de Águas Claras, no lado Atlântico, que ficam a cerca de uma hora e meia de carro da Cidade do Panamá e também têm um centro de visitantes bacana para observar o funcionamento dessa maravilha da engenharia moderna.
Biomuseo: cores, formas e biodiversidade em arquitetura única
Deixando a engenharia um pouco de lado, seguimos para outro ícone da Cidade do Panamá, desta vez arquitetônico: o prédio que abriga o Biomuseo, projetado pelo renomado arquiteto Frank Gehry. Aliás, é a única obra dele na América Latina, o que já diz bastante sobre a importância do lugar.
Pensado para refletir a biodiversidade exuberante do Panamá, o projeto não economiza nas cores nem nas formas. Chapas metálicas vibrantes, ângulos inesperados e volumes sobrepostos fazem com que o edifício se destaque mesmo à distância. É impossível passar por ali e não reparar. Antes mesmo de entrar, o prédio já desperta a curiosidade e aguça os sentidos.

E já seria marcante se parasse por aí. Mas o interior guarda um museu com um acervo interessante e bastante interativo, que convida o visitante a entender como o surgimento do istmo do Panamá transformou a biodiversidade do planeta. É uma experiência que mistura ciência, história natural e identidade, apresentada de um jeito leve e envolvente para crianças e adultos.
A partir do Biomuseo avistamos ao longe o skyline da área moderna da Cidade do Panamá e é para lá que nós vamos no nossa próxima parada.
Poin Panamá: vendo a Cidade do Panamá de cima e com frio na barriga
No topo de um dos muitos arranha-céus da capital panamenha está o Poin Panama, um rooftop de onde é possível ver praticamente toda a Cidade do Panamá lá de cima. O edifício tem mais de 150 metros de altura e oferece uma vista de 360 graus da baía, da Calzada de Amador e até do oceano Pacífico no horizonte.
Lá em cima, além do mirante panorâmico com piso de vidro, conhecido como SkyDeck, que por si só já é uma experiência e tanto, há várias atividades para quem gosta de adrenalina. O turista pode, por exemplo, experimentar um balanço suspenso que o projeta sobre a cidade, uma tirolesa urbana, escalar até o ponto mais alto ou ainda se inclinar para fora da plataforma, sempre com segurança e instrutores simpáticos e preparados.
Para mim que não sou tão fã de altura assim, o SkyDeck em si foi uma das opções mais tranquilas, embora ainda dê aquele frio na barriga, porque é basicamente um mirante com chão e paredes de vidro que dão a sensação de estar flutuando sobre a cidade. Acredito que mesmo aqueles que não curtem atividades radicais vão gostar de simplesmente ficar ali observando a Cidade do Panamá se estender até o mar. Com o perdão do clichê, a vista é de tirar o fôlego. Ou será que, no meu caso, foi o medo de altura?
Gamboa Rainforest Reserve: um refúgio de natureza perto da cidade
Mas engana-se quem pensa que a Cidade do Panamá é feita apenas de concreto, vidro e grandes obras de engenharia. Em meia hora de carro, a paisagem muda completamente e chegamos ao coração da floresta tropical, mais precisamente na Gamboa Rainforest Reserve. Essa área, às margens do Lago Gatún e do próprio Canal do Panamá, me fez pensar em quão curioso é estar tão perto do burburinho da capital e mesmo assim me sentir em um refúgio onde o som predominante é o dos pássaros e do vento batendo nas copas das árvores.

Quem se hospeda por lá (sim, tem um excelente hotel na reserva) pode fazer passeio de teleférico sobre a floresta, trilhas, observar macacos e aves e até navegar pelo lago em busca de crocodilos e pequenas ilhas formadas com a construção do canal. Nossa passagem foi mais rápida, mas conseguimos visitar o Santuário das Preguiças resgatadas, o ranário com espécies exóticas, o orquidário e o lindo borboletário, que guarda entre tantas espécies, a Mariposa Morpho Azul, símbolo do Panamá. Aliás, o nome Panamá significa abundância de peixes e mariposas. Fiquei encantada com a Gamboa Reserve, o tipo de lugar que reforça como o país é, acima de tudo, biodiversidade pura.
Chiva Parrandera e Sabroso Panamá: festa, música e o espírito acolhedor do Panamá
Para conhecer de perto a vocação festeira do Panamá, subimos numa Chiva Parrandera, um ônibus típico do transporte público transformado em balada sobre rodas. A viagem já começou animada, com drinks nas mãos e hits cantados em uníssono pelos meus colegas latino-americanos.
É nessas horas que percebo algo curioso, apesar das diferenças de idioma, todos nós compartilhamos um mesmo espírito de festa. Cada país tem suas músicas e hinos, e nem sempre nos entendemos na letra, mas a alegria de dançar, celebrar e se divertir é universal na América Latina. Foi uma noite linda.

E a festa não parou na Chiva. Ela seguiu para o salão do Sabroso Panamá, um restaurante que combina cozinha típica, ambiente festivo e aquele calor humano que torna a experiência ainda mais memorável. Um animador fica no centro do salão e, entre apresentações de danças típicas panamenhas, ele convoca turistas e locais a se juntarem, garantindo que ninguém fique de fora da festa. Ali, mais do que comer, você se conecta com a alegria e o espírito acolhedor do Panamá, vivendo uma experiência que mistura cultura, música e pura celebração.
Entre engenharia, natureza, arquitetura, gastronomia e festas, ficou fácil sentir como o Panamá é diverso, vibrante e generoso. As experiências que contei mostram apenas uma parte do que o país tem a oferecer. Ainda podem entrar na lista o Casco Antíguo, com suas ruas históricas e cheias de charme, o Museo del Canal, que mergulha na história dessa obra-prima da engenharia, uma parada no Café Coca-Cola, o mais antigo da cidade, e a chance de degustar o exclusivo Café Geisha, considerado um dos melhores do mundo.
Para quem visita pela primeira vez, como foi meu caso, essas experiências já são suficientes para despertar aquele desejo irresistível de voltar e descobrir ainda mais. O Panamá é um destino que encanta, surpreende e convida a viver cada detalhe de perto.
¡Espero volver pronto!
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❗❗❗O Raphanomundo foi ao Panamá a convite da OMPT para participar da 11a edição do Prêmio Passaporte Abierto e atividades relacionadas.









