Onde (e o que) comer em Paris

3.4.14

Acho que esse post fala mais sobre o que comer do que onde, uma vez que a oferta de bons lugares para uma refeição na capital francesa chega a ser opressora. E esses bons lugares vão desde uma toalha estendida na relva de um parque – e sobre ela itens adquiridos num Monoprix da vida –, até jantar na própria Torre Eiffel. Confesso que o meu estilo de viagem pende mais para a primeira opção. Reuni nesse post algumas dicas bacanas que testei na minha última viagem à cidade luz. Vamos nessa ficar com água na boca?!

Já que falei do Monoprix, deixo aqui aquela dica amiga: Supermercado no exterior não é igual ao supermercado que fica ali na esquina de casa. Aliás, é, mas é mais legal porque no caso de uma viagem, a gente só entra no supermercado para comprar coisas que não compramos no nosso dia-a-dia. Em Paris, esse ato é ainda muito mais gostoso. Portanto, não se oponha a fazer uma feirinha básica com queijos deliciosos, vinhos, pães, frutas e chocolates.

Crêpes quentinhos, doces ou salgados, dão aquela reconfortada boa no estômago entre um passeio e outro. Lembre-se, se a banquinha está perto de um ponto turístico – coisa não muito rara –, mais caro se paga. Paguei entre 5 e 3 euros dessa última vez. Vale a pena observar o ritual de produção da iguaria, quando a massa branca é deitada sobre o disco quente, um rodinho a espalha de modo que fique bem fininha, esperando só receber o recheio à sua escolha. Nutella e banana e queijo e presunto são os mais pedidos. Eu fico com a última opção. Sempre.






Num passeio explorador pela charmosa região do Marais, as vitrines chamam a atenção, no meu caso, a da Maison Georges Larnicol foi paixão à primeira vista! Chocolates, caramelos, macarons... não sabia para onde olhar. Entrei e me servi de balas de caramelo, caixinhas de macarons de diversos sabores e potinhos incríveis de creme de caramel au beurre salé. Sei que existem endereços mais tradicionais na cidade, mas nesse caso foi difícil resistir a uma compra por impulso. E, olha, tudo delicioso, hein?!




Ainda nessa região alegre e vibrante de Paris, o Marais,  encontramos uma forte comunidade judaica. Livrarias, sinagogas, delis, entre outros estabelecimentos, atraem visitantes aos montes para o 4º arrondissement. No entanto, a maior aglomeração se dará, invariavelmente, na porta do L’as du Fallafel. Restaurante de tradição, considerado o melhor falafel da cidade, onde o carro chefe é um farto sanduíche vegetariano. Você pode pegar duas filas, uma para fazer o pedido e seguir seu caminho, ou outra para conseguir uma mesa e comer lá dentro, no salão. Para os que viajam on a budget, a primeira opção sai uns 5 euros mais barato. Nós escolhemos a segunda, comemos dois sanduíches: o vegetariano, obviamente, e a versão shwarma, com carne. Para arrematar, pommes frites e uma Maccabee, cerveja israelense, bem gelada.




Já do outro lado da cidade, na região da estação de metrô Charles Michels, está o Le Pareloup. Com opções de formule (menu fechado a preço fixo) no almoço e no jantar, o bistrô foi uma grata surpresa no caminho. No nosso caso fomos de entrada + prato principal + sobremesa por 17,80 euros, por pessoa, no jantar. Ostras frescas, salmão defumado, foie gras e salada simples eram algumas das opções de entrada. Frango, porco e carne vermelha figuravam como prato principal e, de sobremesa, mousse de chocolate ou um primo não muito distante do nosso pudim. Apreciamos a farta e divertida refeição, enquanto os franceses a nossa volta não desgrudavam os olhos da tv vendo os dribles numa partida do time da casa, o PSG – Paris Saint-Germain.





Uma coisa que adoro em Paris são os restaurantes asiáticos e seus baita camarões picantes. Sempre sou impactada pelas vitrines (sempre elas) com pratos bem apresentados e camarões enormes. As porções são pedidas por peso, ali no balcão mesmo, e você pode levar para comer no hotel (à emporter) ou sentar numa mesa e degustar de tudo um tiquinho. Os atendentes nem sempre são simpáticos, mas a comida é bem boa. Dessa última vez não foi diferente, hipnotizados pela vitrine de mais um asiatique, entramos e nos fartamos.





Terminando o post da forma mais doce possível, era para constar aqui a dica da sorveteria tradicionalíssima Berthillon. No entanto, no meio do caminho tinha uma Amorino. Tinha uma Amorino no meio do caminho... Na pequena Île de Saint-Louis, duas oportunidades de provar os grandes sorvetes da cidade. Desde já te garanto que é quase impossível resistir às pétalas geladas e artesanais da italiana Amorino. Mas, na dúvida, fique com os dois.




Já eu, tenho um motivo deliciosamente gelado para voltar: Provar as delícias da Berthillon.


Como se eu precisasse de qualquer motivo para voltar a Paris...



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