21.8.14

Um dia no Beto Carrero World

Dentre todas as propagandas que me impactaram nos anos 90 – bem ali no meio da minha infância –, uma delas deixou uma leve sensação de misticismo e curiosidade. Todos os fins e semana, especialmente nos domingos, o ritual era o mesmo: imagens de um lugar mágico e divertido, onde cavaleiros medievais duelavam, brinquedos radicais levavam as pessoas ao delírio, e, por fim, o som eletrônico de um chicote, seguido por um homem vestido de cowboy ao lado de um cavalo que nos convidava para visitar o seu parque de diversões.

Essa imagem perdurou e, alguns anos depois, nós aceitamos o convite de Beto Carrero. E mesmo que não seja mais possível dizer isso pessoalmente, ele deve se orgulhar do belíssimo parque que encontramos naquele domingo de agosto.

Quando chegamos ao Paraná, foi engraçado perceber que, se para as crianças do nordeste a visita ao Beto Carrero World implicava numa viagem quase intercontinental, para as crianças daqui, isso sempre foi um passeio regular do colégio. É difícil encontrar algum paranaense da nossa geração que nunca tenha ido ao parque. E as opiniões eram unânimes: “vocês precisam ir!”

Incluímos a visita na nossa escapada de fim de semana que incluiu Joinville, Pomerode e Blumenau e culminou num dia agradável e de temperatura amena em Penha, município de Santa Catarina, onde o parque está localizado. O Beto Carrero World fica a uma tranquila viagem de 200km desde Curitiba.

O passeio coincidiu com o início da baixa temporada, compramos os nossos ingressos online com desconto em relação ao preço da bilheteria e pagamos R$76 por pessoa, para um dia de visita. Chegamos ao Beto Carrero às 10h da manhã e deixamos o carro no estacionamento próprio do parque, que é cobrado à parte, e custa R$30. O portal de entrada é grandioso e colorido e as famílias se esforçam para enquadrar o prédio nas fotos, o clima desde o princípio é muito descontraído. Com nossos tickets impressos em casa, fomos direto para a catraca. Era o dia dos pais, mas estava tranquilo sem filas.

Mundo dos sonhos: Beto Carrero World
A simpática Vila Germânica
Velho Oeste

Dentro do Beto Carrero World, por causa do tamanho, é normal não saber aonde ir. Há um mapa para facilitar a localização, mas ele só está disponível nas bilheterias e não nas catracas. Então, decidimos começar nosso passeio pela simpática Vila Germânica, para depois seguir até a ilha temática do Madagascar, onde está o Crazy River. Logo o marido quis embarcar em todos os brinquedos radicais disponíveis, incluindo os principais: Big Tower e FireWhip.

Para toda a família: Crazy River
Para os grandinhos: Star Mountain
Para os corajosos: FireWhip
Para os muito corajosos: Big Tower


Já recuperado da adrenalina e pós horário de pico do almoço, fomos comer na gigantesca tenda de alimentação, que tem um lindo carrossel veneziano no centro. A praça de alimentação do Beto Carrero oferece, além de lanches como cachorro quente e hambúrguer com preços mais em conta, diferentes especialidades de comida com preço tabelado: R$32,90 por pessoa para o buffet, onde se come à vontade. Escolhemos um com churrasco e a qualidade estava excelente. Para completar, tomamos um sorvete, por volta de R$8,00/100 gramas.

Tenda de alimentação ainda vazia com o Carrossel Veneziano no centro


Como boa parte do dia já tinha ficado pra trás, seguimos o passeio até o auditório/circo onde ocorre o show temático com os personagens do filme Madagascar, às 15 horas. Chegamos quinze minutos antes do horário, sentamos e em mais poucos minutos vimos o local ficar lotado. O show é muito divertido e visualmente empolgante, com uma produção muito boa, impressionou! As crianças saem do espetáculo radiantes. Além da apresentação do Madagascar, outros shows estavam em cartaz ao longo do dia (Velozes e Furiosos, Monga e O Sonho do Cowboy), incluindo o tradicional show medieval Excalibur, com almoço pago à parte, mas esses decidimos deixar pra uma próxima vez.

Show Madagascar

De lá, demos uma passeada pelo zoológico e nos deparamos com girafas, felinos, primatas e lindas e coloridas aves. Como disse,  fomos num dia com poucas filas, então pudemos circular pelo parque inteiro e ir aos brinquedos sem muita espera. A nossa brincadeira terminou com uma volta na Roda Gigante, com o sol já a caminho de se pôr e uma foto na Ilha do Pirata com a icônica estátua do tubarão, que lembra bastante o astro do filme homônimo.

Girafa no Zoo
Tubarão na Ilha do Pirata
Um dia de sonho e diversão chega ao fim

Antes de deixar o parque e pra fechar o dia, a criança em mim (aquela lá dos anos 90) quis um algodão doce. Pena que a adulta achou muito doce e não conseguiu terminar :P

Saímos antes do parquet fechar, às 17h, para pegar a a estrada de volta até Curitiba, mas ficamos encantados com a experiência! O Beto Carrero World é agradável, divertido, limpo e muito bem conservado. Certamente as crianças que vivem na gente vão pedir pra voltar. E nós vamos dizer sim!


19.8.14

#cwbparainiciantes: Restaurantes Alemães em Curitiba

Não é novidade pra ninguém que acompanha o blog que somos bem chegados numa comida alemã, né? Vindo morar em Curitiba, então, podemos unir o útil ao agradável, que é sair por aí descobrindo os cantinhos mais germânicos da cidade e compartilhar por aqui nossas experiências.

Para começar, temos dois clássicos curitibanos, mas, à medida que fomos provando (e aprovando) novos lugares, vou atualizando esse post.

(para ir com os amigos)

Uma ótima pedida na região do Largo da Ordem, desde 1979 o Bar do Alemão é um queridinho da cidade. Hoje, por causa da sua boa localização é muito frequentado por turistas. As mesas grandes do imenso salão e a decoração tipicamente rústica nos transportam imediatamente para uma viagem à região da Floresta Negra (Schwarzwald).

Carro-chefe: Carne de onça bem temperada acompanhada de batata frita e batata cozida

18.8.14

Notícias do Turismo #16


Periodicamente, você encontra aqui as notícias mais fresquinhas do turismo no Brasil e no mundo.
  • Praias do Alentejo são eleitas as melhores da Europa – As praias alentejanas foram consideradas as melhores da Europa pelo diário britânico The Guardian. Num guia intitulado “O lugar com as melhores praias da Europa”, o jornal explica como a região portuguesa, com sua natureza intocada e tranquilidade bucólica, se transformou em uma joia a ser descoberta pelos turistas. “Esqueça Ibiza. Esqueça Riviera. Na verdade, esqueça o Mediterrâneo inteiro. A região de Alentejo, em Portugal, está cheia de praias gloriosas – mas parece que pouca gente sabe disso,” escreve a jornalista Isabel Chaut, que explica achar extraordinário o fato de poder encontrar regiões costeiras idílicas desertas e com ótima infraestrutura. A praia do Farol, em Vila Nova de Milfontes, foi escolhida por ser a melhor para as famílias, por suas águas de águas calmas, onde os pequenos podem se divertir procurando caranguejos na maré baixa. Já a praia de Odeceixe foi apontada como a melhor por suas vistas deslumbrantes, um balneário perfeito pelo rio raso que deságua no mar. Almograve é a preferida do The Guardian pelas piscinas naturais e a melhor praia deserta é a de Alteirinhos, no Carvalhal. O jornal indica ainda algumas das atividades que os turistas podem fazer no destino, como, por exemplo, percorrer as trilhas intocadas da costa, praticar surfe, andar de caiaque ou até adotar um jegue por algumas horas para passear pelos campos de trigo e as aldeias caiadas de branco.

A melhor praia deserta do Alentejo - Portugal - é Alteirinhos, no Carvalhal - Foto: Divulgação

15.8.14

"O Grande" Hotel Rex

Há alguns dias assistimos ao filme 'O Grande Hotel Budapeste', que é lindo e merece ser visto. No plano de fundo dessa história de ficção está um hotel que viveu dias de glória no passado, mas que no presente apenas sobrevive. Foi desta história, ainda fresca na memória, que lembramos quando chegamos ao Hotel Rex e fomos acomodados num quarto, no 4° andar de um prédio alto para os padrões de Blumenau, bem no centro da cidade.

O Grande Hotel Budapeste - Foto: Divulgação

13.8.14

Um dia em Joinville

A primeira parada do nosso passeio por Santa Catarina foi Joinville, também conhecida como Cidade dos Príncipes. Esse apelido se dá pelo fato das terras onde hoje encontra-se a cidade serem fruto de um dote do casamento entre a princesa Francisca Carolina (irmã de D. Pedro II) e o príncipe francês, Ferdinand Philipe. Tempos depois parte dessas terras foi vendida para a Sociedade Colonizadora Hamburguesa, dando início, assim, à colonização alemã. Vale salientar que todo o nosso roteiro foi seguindo os passos germânicos pelo país.
Joinville tem uma geografia curiosa, onde podemos observar uma cidade plana, ladeada por montanhas, manguezais muito próximos e a baía de Babitonga, interessante para quem vem do nordeste, como nós.

Como o tempo de estada na cidade era curto, tivemos que priorizar as visitas a serem feitas. A primeira delas foi o Museu Nacional de Imigração e Colonização – prédio hoje tombado pelo IPHAN –, que foi construído em estilo enxaimel, típica construção alemã do início do século XX. No interior da casa de três pisos, peças da rotina da época: de banheiras, cadeiras e vitrolas até talheres, malas e máquinas de escrever, totalizam cerca de 5.000 itens de um rico acervo que preserva a memória daqueles que ajudaram a Joinville ser o que é hoje. Em frente ao museu está a Rua das Palmeiras, com 52 plantas centenárias que, junto com o prédio do museu, formam o cartão-postal mais conhecido da cidade.

Fachada da casa onde fica o Museu Nacional de Imigração e Colonização
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