Depois de me surpreender com São Luís, é chegada a hora de acordar cedo e cair na estrada rumo a Barreirinhas. Cidade situada a mais ou menos 270km da capital maranhense, e uma das portas de entrada para um dos maiores tesouros do nosso país: O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

A estrada até a cidadezinha é longa, mas muito boa. Cheia daquelas retas intermináveis, o que aumentava ainda mais minha expectativa. Depois de umas 4 horas de viagem (é, nós paramos no meio do caminho para esticar as canelas e tomar uma água), enfim,  chegamos a Barreirinhas. Foi só o tempo de deixar a mala na pousada, carregar a mochila com o essencial e cair em campo, ou melhor, no rio.


Letícia, a voadeira, meu meio de transporte do dia


Cena do cotidiano do Rio Preguiças

Os mais diversos tipos de embarcações cortam as suas águas

A lancha, que na verdade é uma voadeira, é um barco simples, de alumínio e que corta as águas do Rio Preguiças numa velocidade, digamos, razoável – acho que o nome voadeira vem daí. São quase quarenta minutos vendo a vegetação mudar e passar de característica no norte do país, com suas suntuosas palmeiras de buriti, carnaúba e juçara (açaí), para vegetação do nordeste com um manguezal gigantesco. Tudo isso muito bem elucidado pelo guia da vez, o Junior (sabe TUDO sobre a região). Como eu não havia me preparado para o passeio, não sabia para onde estava indo, quanto tempo levava e nem quantas paradas seriam. Surpresa total. 

Logo tudo foi ficando mais claro e eu fui avistando a primeira duna em meio ao rio. Emocionante, para dizer o mínimo. Nossa primeira parada foi em Vassouras, lugarejo incrustado nas dunas, onde podemos bebericar e beliscar uma comidinha, além de desfrutar de um bom banho de rio. Tudo isso na agradável companhia de macaquinhos bem espertos e cheios de fome. Ponto alto para quem vai com crianças!


Avistando Vassouras

Quem não levaria?


Uma das atrações de Vassouras, a primeira parada

Estacionamento... 

Nossa segunda parada, como eu me atrasei um pouco na viagem de ida, foi em Caburé, mas normalmente essa é a última parada do passeio. Caburé já é um pouco maior e conta com mais estrutura que Vassouras. Lá encontramos restaurantes, pousadas (tudo muito simples) e o que podemos chamar de Pequenos Lençóis Maranhenses, pois já nos deparamos com um belo, porém reduzido, conjunto de dunas.

Minha pausa para o almoço foi no restaurante da pousada Porto da Lua. O ambiente é bem simples, muito arejado e o único barulho que ouvimos são as ondas, porque é lá que o Rio Preguiças encontra o mar. Um lindo cenário! Comi uma peixada com camarões (R$ 85,00 p/ 3 pessoas) que levanta até o mais desanimado dos seres. Com as forças renovadas é hora de dar uma explorada na região, e é tudo muito lindo... boquiaberta com a beleza do lugar, volto à voadeira para irmos à nossa última parada, o povoado de Mandacaru.


No meio do caminho

Um lugarejo de pescadores

É de encher os olhos de tão bonito

A entrada da Pousada Porto da Lua - poesia pouca é bobagem

O mar e mais ninguém

O barco atraca num píer bem simples e de lá caminhamos não mais do que 10 minutos até chegar ao Farol Preguiças. Erguido em 1940, a construção tem 35 metros de altura ou 160 degraus, se você preferir. De lá de cima nós temos uma visão de 360 graus de toda a região, especialmente o encontro do rio com o mar e, ao longe, avistamos algumas dunas dos Lençóis Maranhenses. Estar lá em cima é uma sensação muito boa. Adorei!

Farol Preguiças ao fundo

Agora, de perto

Lá em cima...

Mar, rio e vida que não acaba mais


Por-do-Sol no Rio Preguiças

De lá pegamos novamente a voadeira com destino ao píer da pousada, sem paradas. Como companhia, o Sol, que já dava indícios de mais um espetáculo ao se despedir. Agora era só aproveitar o vento no rosto e a alegria por poder vivenciar e conhecer um lugar tão lindo quanto esse.

#ficadica: Não custa reforçar a importância do uso de protetor solar, fator alto, porque o Sol leva a sério seu trabalho por lá. Não esqueça (como essa que vos escreve) o repelente, pois em Vassouras tem mosquito. Lá eles vendem repelente (o que me salvou), mas não conta com isso, é melhor ter o seu à mão. Leve água, o passeio é longo. Por fim, aproveite CADA SEGUNDO. É mágico!

>> O raphanomundo viajou a convite da Taguatur Turismo e Eventos.