Um dia em Salvador


Depois de finalizados os trabalhos no II Salão Baiano de Turismo, onde o blog foi convidado – junto com nomes de peso da blogosfera viajante (Viaje na Viagem, Matraqueando, Dondeando por aíSundaycooks e Jeguiando) – para debater sobre o trabalho dos blogs de viagem na promoção de destinos, restou o fim de semana para matar a saudade rapidamente da encantadora Salvador.

Uma querida amiga, que me abrigou em sua casa num longínquo carnaval de 2001, mais uma vez me salvou e fez desse fim de semana uma belíssima surpresa.
No sábado o passeio começou deixando a Praça Cairu, na cidade baixa, subindo para cidade alta no icônico Elevador Lacerda (R$ 0,15 a viagem), primeiro elevador urbano do mundo.

Foto clássica - Elevador Lacerda, Mercado Modelo e Forte de São Marcelo


Mercado Modelo e Forte de São Marcelo ao fundo

Lá de cima a vista é clássica – e linda, vale salientar –, avistamos o Mercado Modelo, que já tem seu lugar aqui no blog, Forte de São Marcelo (também conhecido como Forte do Mar) e a Baía de Todos-os-Santos, segunda maior baía do mundo. Da Praça Tomé de Souza seguimos meio sem destino, mas ali em cima para cada lado que se vire dá uma boa foto e tem uma ótima história. Logo, eu estava contagiada pelo clima de festa que a Bahia proporciona, muitas lembranças de férias passadas em família vieram à tona. Revi algumas igrejas lindas e imponentes, como a da Ordem Terceira Secular de São Francisco. No Largo do Pelourinho, cartão postal de Salvador, avistamos o famoso conjunto de igrejas barrocas e o casario colorido, típico do centro histórico da cidade. É tanta história e tanta beleza que o calor de 37 graus que fazia se tornou um mero coadjuvante.


Monumento a Zumbi dos Palmares com a Basílica ao fundo

A linda Ordem Terceira de São Francisco

Ordem Terceira de São Francisco e Igreja de São Francisco

Baiana nas ladeiras do Pelourinho

Largo do Pelourinho

Mais Largo do Pelourinho e suas Igrejas

Cultura, arte e cor

Monumento da Cruz Caída

Já estive algumas vezes no Pelourinho, em diversas fases, mas dessa vez achei que o lugar está, na medida do possível, organizado e limpo. Muitos turistas passeando para lá e para cá com as suas câmeras à mostra, o que para mim, é um índice de segurança. Lógico, não dá pra relaxar, mas essa visita me surpreendeu.

"Rapha, você já conhece o Solar do Unhão?" Não, respondi. Então, do centro histórico partimos para o Solar do Unhão, conjunto arquitetônico que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia. Um lugar especial, com um café charmosíssimo à beira-mar, e, segundo minha amiga, uma ótima pedida para ver um pôr-do-sol caprichado. Ali o tempo parece parar... a visita tem que ser feita com calma, o que não foi o nosso caso, mas coloque esse lugar no seu roteiro, você não vai se arrepender!

Solar do Unhão - Vista do café para o píer

Solar do Unhão - Capela de Nossa Senhora da Conceição

Comunidade Solar do Unhão

A essa altura do passeio a fome já apertava e a pedida era comer muito peixe e camarão. Como eu já conhecia o Yemanjá e o Bargaço, restaurantes mais turistões, minha cicerone me levou ao Ki-Mukeka. Dica certeira, viu? Abri os trabalhos com uma Heineken geladíssima e uma casquinha de siri. Ah, Bahia, essa sua cozinha é covardia, viu? Me pega de jeito! Pensei, entre um suspiro e outro.
O prato principal foi um Ensopado de pescada com camarão... Não preciso nem falar, né? Dos orixás!

Ensopado fumegante do Ki-Mukeka: Aprovado!

Fiquem ligados que no próximo post eu fecho esse fim de semana com chave de ouro.


Comentários

  1. Vc consegui com suas palavras caetanear essa cidade linda, cheirosa e de sorriso largo, belo trabalho, sua fã!! Ana Lúcia Póvoa

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    1. Graças a você eu tive um fim de semana repleto de energia boa. É meu dever tentar transformar essa energia em palavras. Mil vezes obrigada, Aninha :*

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