Aproveitando que o dia amanheceu ensolarado e quentinho nesse início de inverno curitibano, resolvemos ir visitar a Praça do Japão. A cidade, que só perde para São Paulo em número de imigrantes japoneses, homenageou a comunidade da terra do sol nascente com essa praça. Com projeto iniciado em 1958, concluído em 1962 e reformado em 1993, além de um belíssimo jardim, a Praça do Japão ainda conta com lagos artificiais com carpas, Casa de Chá, Casa da Cultura e Memorial da Imigração Japonesa.





Por si só, esse é um baita ponto turístico da cidade, obviamente para aqueles que gostam que apreciar o verde, a vida e viajam sem pressa. Entre junho e julho, por uma ou duas semanas, no máximo, a praça ganha um motivo ainda mais especial para ser visitada. Cerca de 30 cerejeiras florescem e tingem a paisagem de rosa. As sakuras, termo japonês dado às cerejeiras em flor, que cheias de simbolismo, fascinam visitantes e moradores. No Japão elas são uma metáfora para a natureza efêmera da vida, a beleza passageira. Em Curitiba, elas são a certeza de que o inverno chegou, mas enquanto houver sakura haverá um calorzinho no coração.






Os japoneses, sábios que só eles, têm até um nome para o ato de contemplar as cerejeiras em flor: Hanami. Sábado eu pratiquei o Hanami e nem sabia.

Praça do Japão: Av. Sete de Setembro com a Av. República Argentina – Água Verde. 
Florada das Cerejeiras: Entre junho e julho.
Casa da Cultura: Terça a domingo, das 09h às 18h.
Cerimônia do Chá: Todas as quintas, das 09h às 16h.