Dicas práticas para uma viagem à Islândia

A partir do momento que marcamos nossa passagem para a Islândia começamos uma extensa pesquisa acerca do país. Sem sombra de dúvidas, essa foi uma das viagens que mais busquei me preparar antes de botar o pé na estrada e ainda assim, foi tudo arrebatador. Obviamente, por estar bem informada, as surpresas ficaram a cargo só da natureza mesmo e isso foi ótimo. Agora compartilho com vocês as perguntas que nos fizemos antes de ir à Islândia. 


Carro alugado ou Tours com agências?

A primeira decisão que tomamos é que 4 dias seria pouco tempo para alugarmos um carro e fazer os passeios por conta própria, afinal de contas, queríamos objetividade e o menor desperdício de tempo possível. Tendo, no mínimo, 10 dias no país, aí sim, com tempo de sobra, eu alugaria um carro (ou motorhome) para fazer o caminho da Ring Road (Rota 1) e parar a cada 5 minutos para fotografar alguma coisa. Mas em 96 horas, no outono – ou no que eles chamam de inverno já – o que li sobre carros jogados para fora da pista, portas arrancadas com a força do vento e estradas fechadas por conta do mau tempo, foi decisivo para começarmos a pesquisar sobre os tours oferecidos no país. No tempo em que tivemos, dormindo pouco, conseguimos fazer 5 deles: Golden Circle + Secret Lagoon | Northern Lights (Aurora Boreal) | Whale Watching a partir de Reykjavík | Jökulsárlón Glacier Lagoon | Blue Lagoon – Conseguimos reservar todos eles através do Get Your Guide, até então uma novidade para nós.


O site reúne vários passeios turísticos oferecidos por agências do mundo inteiro, em algumas situações consegue praticar preços melhores e tem alguns diferenciais, no caso dos tours da Islândia, todos podiam ser cancelados sem multa até 1 dia antes. Nos sites das agências geralmente eles cobram uma porcentagem para cancelamentos. Testamos os tours e transfers das seguintes agências: Arctic AdventuresBusTravel IcelandGray Line IcelandReykjavík Sailors e Reykjavík Excursions. As impressões foram as melhores, ônibus e micro ônibus novos, wi-fi a bordo – inclusive do barco de observação de baleias e muita cordialidade. Em outros posts detalharei mais sobre cada empresa/passeio.

Como faço a mala para a Islândia?

Uma vez entendida a imprevisibilidade do tempo no país, fica mais fácil fazer a mala. Pensa assim: Vai fazer frio, vai ventar, eventualmente pode fazer sol e, provavelmente, se quiser chegar perto de cachoeira, iceberg ou gêiser, você vai se molhar. É preciso vestir camadas e ir tirando ou colocando de acordo com a necessidade. Usei 3 camadas de roupa e achei que foram satisfatórias: segunda pele térmicafleece ou blusa de lã e um casaco corta vento e à prova d’água. Na parte de baixo, leggins térmica e normal e a calça corta vento e à prova d’água. Nos pés, meias térmicas mas que permitem boa transpiração e botas de aventura, resistentes, daquelas tipo Timberland. Aqui na Alemanha compramos alguns itens na Karstadtsports, as roupas térmicas nós usamos as da Uniqlo desde 2011 e sempre deram conta do recado. Outra loja incrível alemã para quem gosta de viajar/mochilar/acampar e tem um budget mais folgado é a Globetrotter. No Brasil dá para encontrar tudo isso, inclusive em tamanhos grandes, em lojas como a Decathlon ou, com sorte, na Centauro. Além disso, protegemos as extremidades com luvastoucas e Buff – uma espécie de cilindro de pano que serve para proteger o pescoço e tem mais umas 10 maneiras diferentes de usar, bem versátil e útil.

Se você pretende visitar uma das muitas lagoas da Islândia é mandatório que coloque na mala, ainda, roupa de banho e chinelo, além de uma toalha. Usamos uma de microfibra, que é compacta, leve e ultra absorvente, além de secar rápido. Incluímos na mochila garrafas d’água vazias, que foram sendo cheias a cada parada, seja em cachoeiras ou com água da torneira mesmo. A água da Islândia é uma das mais puras do mundo, uma vez que você pisou por lá, não vai precisar comprar água. Outra coisa útil que levamos foi saco impermeável para transportar roupa molhada na mochila sem comprometer o que estava ao redor.

Mais uma dica para a mala é levar algum lanchinho (biscoito/barra de cereal/frutas secas/sementes). Nos passeios convencionais há paradas programadas em postos de serviços, que combinam posto de gasolina, mercado, lanchonete ou restaurante e lojas com produtos locais/souvenires, e é possível se alimentar de acordo com o budget do viajante. Se o seu orçamento é restrito e/ou você consegue substituir uma refeição quente por um lanche, o melhor mesmo é levar já na mala e ter sempre algum à mão, na mochila.

Quais eletrônicos/gadgets levar para a Islândia?


Com os tours já marcados, nós já sabíamos o que iríamos encontrar pela frente no país. Para poder entrar nas lagoas e chegar perto das cachoeiras, comprei uma capa à prova d’água para o Iphone. Já para fotografar a Aurora Boreal, adquiri um tripé, além de bateria extra para a câmera. Uma powerbank potente também entrou na nossa lista de compras. Essas coisas mais genéricas nós compramos na Amazon mesmo.  De resto, viajamos com as câmeras e aparelhos que viajamos sempre: Nikon D3000 + Lentes 18-55mm e 55-200mm | Go Pro | Instax Mini | Iphone.

Quanto custa uma viagem à Islândia?

Dinheiro é um tema muito subjetivo, claro. Mas há um mantra sobre uma viagem à Islândia ser muito cara, que está repetido em quase 100% dos relatos que você vai encontrar pela internet. Uns falam sobre o custo absurdo de acomodação, outros, sobre ser impossível consumir bebidas alcóolicas, incentivando a compra logo após o desembarque, no duty free, e muitos sofrem convertendo os preços das refeições. E qual foi o veredito pra nós?


A Islândia não é um destino que tem alternativas mais em conta para quem viaja apertado. Essa falta de escolha é, provavelmente, pior do que os preços em si. Uma viagem como essa é tão recompensadora que, pra ajudar, às vezes esclarece fazer paralelos. Será que é mais caro do que uma viagem urbana para as grandes capitais do mundo? 

Relativizando:

  • 1 noite em Miami Beach em um hotel 4 estrelas: USD 250 | Em um hotel de mesma categoria em Reykjavík, USD 200;
  • 1 litro de cerveja na Oktoberfest em Munique: EUR 13 (11,70+tip) | Na Secret Lagoon, um litro sai por EUR 15;
  •  1 musical de 2 horas na Broadway custa cerca de USD 100  | Caçar a Aurora Boreal por 4h, USD 60.
A lista de comparações é longa, mas se você busca as recompensas que uma viagem como esta pode trazer, o dinheiro é mesmo relativo.

Outros valores de referência (em euros, em outubro de 2017):

  • Passagem de ônibus: 4,00
  • Hot dog + refrigerante: 5,80
  • Sanduiche frio (baguete) em supermercado: 7,00
  • Cerveja 500ml em um bar: 7,50
  • Sopa de cordeiro + pão: 12,50
  • Ensopado de peixe: 17,00
  • Hamburguer + fritas + refrigerante: 20,00
  • Transfer Aeroporto-Hotel-Aeroporto: 50,00
  • Passeios mais comuns: 50,00 - 125,00
Estimativa de budget por pessoa por dia (em euros):

Acomodação em quarto privado (hotel/hostel): 85,00
Alimentação (mix restaurantes/lanches): 50,00
Passeios e transfers (dia inteiro ou atração): 100,00



Está planejando a sua viagem à Islândia e tem alguma dúvida que não respondemos nesse post? Deixa sua pergunta nos comentários que a gente tenta responder e te ajudar! 





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Comentários

  1. Raphaaaaa ��amei as dicas!
    Por favor, qual é o melhor periodo pra viajar? A aurora boreal é de agora até quando? Beijão

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    1. Eli! Que bom que você curtiu as dicas <3

      A Islândia é tão maravilhosa que não tem uma época melhor para viajar, acredita? Tudo depende do seu objetivo no país. Por exemplo, nos meses do verão, além das temperaturas mais amenas, tem o famoso sol da meia-noite, quando existe claridade no céu o dia inteiro. Esse período vai de maio até agosto, sendo o pico em junho.

      Já para caçar a Aurora Boreal, primeiro, é preciso escuridão. Assim, a partir do fim de setembro até o fim de abril, com os outros fatores alinhados, já é possível avistá-la.

      Já as cachoeiras, gêiseres, lagoas e mais uma infinidade de coisas que a Islândia oferece, estão lá o ano inteiro, o que muda é a paisagem.

      Se tiver mais dúvida é só falar!

      Beijão ;)

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  2. Boa Noite Rapha,
    Adorei suas dicas e sugestões. Mas, como vc mesmo sinaliza cada período de tempo pode viabilizar outras possibilidades. Estaremos, eu e minha mulher, em viagem pela Europa por 3 meses. Vi que há voos partindo de varias cidades.Vc tem alguma sugestão de partida?? Pensamos em Glasgow, ja que vistaremos a escocia tb. pensamos em alugar um carro, pois nosso período pode ser de até 7 dias. Tem alguma dica de agencia e preço?? Vamos em Julho/18, e gostariamos de dar a volta na ilha. É possivel?? Onde ficar em cada parada e quais?? Qto acha que gastaremos?? Tem dicas de pousada e restaurante??Agradeço muito. abs

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    1. Olá Haroldo,

      Como você viu no meu relato, fiz uma viagem relâmpago por lá, abrangendo só o entorno de Reykjavík e não posso ser assertiva sobre uma viagem de contorno da ilha com carro alugado. No entando, nas minhas pesquisas vi que uma volta completa da Islândia requer mais do que 7 dias. Um número mínimo que li foi de 10 dias e os relatos são de que essa é uma viagem de contemplação e por isso não combina com pressa (eu concordo muito).

      O turismo por lá é extremamente bem regulado e todos os agentes, operadores e prestadores de serviço, assim como as acomodações, estão listados. A minha dica seria usar o site oficial de turismo (https://www.inspiredbyiceland.com/plan-your-trip) como ponto de partida e comparar depois com os buscadores de viagens que você já usa normalmente para aluguel de carro e acomodação. Lá também vai encontrar as principais atrações do país e detalhes sobre visitação. Eu montaria meu roteiro a partir daí.

      Em relação a custos, dei várias referências de preço numa tentativa de mostrar, no geral, o patamar de valores por lá e alertar para o fato de que nem sempre você vai encontrar alternativas para certos custos. Mais do que isso, só você vai poder precisar de acordo com seu orçamento.

      Quanto à questão de voos, está 100% ligado ao seu roteiro como um todo – de onde vai ser logisticamente favorável sair e pra onde vai ser interessante voltar – reparando, claro, que a maioria das passagens para a Islândia não são de baixo custo e como certamente você terá bagagens a despachar, estes custos podem variar muito de uma empresa aérea para outra e também vão influenciar no preço final. Por fim, acrescento que o período de verão (entre junho e agosto) o país fica ainda mais concorrido e eles consideram essa época como alta temporada.

      No mais, boa viagem!

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  3. oiiii, amei as dicas <3 mas será q vc pode me responder se o get your guide é seguro? estou com muito medo e receio de comprar por la =(

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    1. Que bom que você gostou das dicas! Sim, é seguro comprar no Get Your Guide! Comprei esses e outros passeios já, para mim e para meus pais e não tive problema algum! Boa viagem ;)

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