Dinamarca | 5 coisas para fazer em 24h em Copenhague

Passamos duas noites na capital dinamarquesa no começo da primavera desse ano e foi o suficiente para concluir que dá para ver o principal da cidade em um dia, claro, se você é adepto do turismo mais puxado. Ficamos muito impressionados com o clima da cidade, pegamos o primeiro dia completo de sol da temporada e pudemos comprovar que os dinamarqueses sabem curtir esses dias ensolarados como ninguém. Basta montar numa bike e sair por aí aproveitando o que a cidade oferece. Nessas 24 horas em Copenhague, deu para fazer 5 coisas que podem rechear um roteiro descolado por lá. 


Conhecer os pontos turísticos – Começando do começo, não dá para visitar Copenhague e não passar pelo Nyhavn, o icônico porto da cidade, que outrora foi point de marinheiros, pubs e prostitutas, e hoje é um colorido reduto de restaurantes e turistas. A arquitetura tradicional das construções às suas margens guarda belos tesouros, como a casa número 9, que data de 1681. Esse pode ser o ponto de partida de uma bela caminhada – sempre perto da água – passando pelo Palácio da Família Real Dinamarquesa e seus jardins, o Amalienborg, até chegar à pequena estátua de bronze da sereia (a Monalisa de Copenhague – mais pela decepção com o tamanho do que com a genialidade da obra, vale salientar), um dos cartões-postais da metrópole dinamarquesa. De lá, o passeio pode seguir pela Kastellet, um bem preservado forte em forma de estrela. É bem verdade que Copenhague não é uma cidade repleta de pontos turísticos, é daqueles destinos onde a gente vai para aproveitar e absorver um pouco do estilo de vida. E comer é uma das boas coisas que podemos fazer por lá... 


Comer no Meatpacking District – A cena gastronômica da capital da Dinamarca é efervescente e vem despontando há alguns anos. Seja pelo protagonismo do chef René Redzepi e o seu vanguardista restaurante Noma, seja pela presença da capital em series documentais da Netflix, como Somebody Feed Phil ou Ugly Delicious, do chef David Chang, o que eu sei é que Copenhague é constantemente citada como um destino gastronômico. Então, para provar e conhecer um pouco dessa vocação, fomos ao Meatpacking District. O espaço que antes abrigou açougues e outras empresas do ramo das carnes, hoje concentra os restaurantes mais descolados, galerias e a cena noturna mais vibrante da cidade. Nosso destino na região tinha endereço certo: Warpigs. Esse pub grande oferece cervejas artesanais dinamarquesas servidas em 22 torneiras e carnes preparadas no melhor estilo churrasco texano. Nem preciso dizer que as carnes estavam ótimas, fomos de pulled pork e costelas, mas os acompanhamentos, sobretudo o Mac and Cheese e o Baked Beans, estavam de outro mundo. Só por essa cena Copenhague já merece mais tempo, tem muito o que conhecer e provar por lá; 



Visitar um parque de diversões – Deixamos as últimas tendências de lado para conhecer um clássico dinamarquês, pois nossa visita no começo da primavera na Europa coincidiu com a abertura do Tivoli Gardens. Um dos mais antigos parques de diversão no mundo, aberto em 1843, o Tivoli consegue deixar Copenhague ainda mais mágica. Se um lado vemos modernidade, um estilo de vida mais livre e um berço de tendências, uma visita a esse parque nos transporta para um tempo que nem vivemos. São vários prédios, jardins e muitos brinquedos que serviram de inspiração para o próprio Walt Disney, visitante assíduo do Tivoli. Nós aproveitamos para lanchar e nos deixar levar pela magia do lugar. Ao cair da noite, o frio aumentou e lançamos mão de chocolate quente para poder continuar a visita, agora vendo o parque completamente iluminado. O Tivoli Garden só abre em datas específicas, ficando fechado no inverno – com exceção apenas para o Halloween e o Natal, então se a sua visita coincide com o período de abertura do parque, considere colocá-lo na sua lista. O ingresso para adulto custa cerca de 16 euros;



Ver o pôr do sol na "praia" – A uma curta viagem de metrô é possível chegar numa outra Copenhague. Que cidade surpreendente! Essa outra Copenhague fica à beira-mar, tem ares tranquilos e, ainda que seja uma praia artificial, não deixa a desejar em nada se comparada a outras praias urbanas que conhecemos por aí. O dia estava ensolarado mas não necessariamente quente, mas isso não impediu de visitarmos a praia e vermos um pôr do sol daqueles. Fiquei imaginando como deve ficar a Amager Strand em pleno verão... Se eu já tinha curtido Copenhague com o pouco que vi, essa praia foi o suficiente para eu me imaginar moradora de lá. Que lugar!



Visitar uma comunidade alternativa – Durante nossa pré-pesquisa de viagem descobrimos que Copenhague tem mais semelhanças com Amsterdam do que a gente pode perceber. E não, não estou falando do uso massivo das bicicletas e da grande quantidade de água ao seu redor. A vizinhança de Christiania é uma comunidade alternativa que resolveu viver dentro dos seus próprios termos. Construída numa base militar abandonada, a controversa comunidade hoje tem cerca de 1.000 moradores e é uma área completamente “car free” da cidade. Ali só é possível andar a pé ou de bicicleta. Por lá há vários bares e restaurantes além de um forte comércio apenas “tolerado” de entorpecentes. Por eles estipularem suas próprias regras, uma delas é muito rígida, a de não fotografar, principalmente essas áreas de comércio. De resto, vale aproveitar para observar o ambiente alternativo e criativo dentro de uma cidade que já julgamos ser diferente demais. Há quem diga que mais do que um bairro hippie, Christiania é um estilo de vida. 


Eu me arrisco a dizer que, mais do que isso, Copenhague é um estado de espírito. Coloque a capital dinamarquesa na sua rota hoje mesmo! 




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