Além de ser o ano em que completei 35 anos, 2018 ficará marcado por ser o ano em que atingi o marco de 40 países conhecidos. Digo com sinceridade a vocês que nem nos meus mais loucos sonhos, pensei pisar em tantos lugares. Mas o fato é que eu pisei e, da melhor forma possível, tento compartilhar com vocês aqui um pouco dessa minha visão do mundo, de tudo que consigo absorver e digerir. Confesso que tem viagens ou situações em que chego em casa, na frente do computador, com o texto na ponta dos dedos. Em outras, é preciso um tempo maior para processar tudo, tentando assim, não cometer injustiças nem para mais nem para menos. Mas acredito que um tempo, assim como um balanço de fim de ano, são absolutamente necessários.


Eu, depois de participar de 3 dias de cerimônias de um casamento Hindu, na Índia

Me perdoem os demais, mas eu sou do tipo de viajante que conta, sim, os países visitados, os carimbos no passaporte, os tantos retornos à cidade X ou Y. E os que dizem que não ligam para isso, estão mentindo. Como já disse em algum texto por aí, todo viajante coleciona alguma coisa, seja imã de geladeira, seja o número de idas a Paris (ou à sua cidade preferida), tenho certeza que há algum bloco de notas contabilizando tudo. 

Eu, por exemplo, adoro fazer esses balanços e listas, saber quantos voos eu peguei em 2018 (foram 35), quantos hotéis visitei (serão 38 até o fim do ano), em quantas praias eu mergulhei – pelos meus cálculos mais de 20 quando virarmos a última página do calendário. Só esse ano eu fiquei de frente para o Taj Mahal, na Índia, vi mais uma vez a Aurora Boreal, dessa vez em Tromsø, na Noruega, vi baleias, várias delas, durante o fenômeno da Noite Polar, no norte da Noruega, fui de balsa da Estônia para a Finlândia, mergulhei na Blue Lagoon de Malta, me encantei pela Cala S’almonia, na Mallorca, voltei à Grécia, pisei na Albânia e tomei um cafezinho na Bósnia e Herzegovina num bar chamado Copacabana… a lista é gigantesca e, se não fosse eu a viver tudo isso, acharia inacreditável. 

Um apanhado de momentos inesquecíveis vividos mundo afora em 2018

Mas engana-se quem pensa que contabilizo esses números por vaidade ou coisa assim. Esse balanço que faço anualmente serve para constatar o quão privilegiada eu sou, quanta sorte eu tenho em poder fazer o que faço, em poder ver mais do mundo com meus próprios olhos. Se ninguém consegue tirar da gente nossas experiências e nosso conhecimento, segurei acumulando esse tipo de riqueza e, na medida do possível, ajudando vocês a fazerem o mesmo. 

Esse ano ainda teve muita mão na massa, pois o blog havia passado por sua última reformulação em 2015 e tanta coisa mudou na internet (e na gente) nesse meio tempo, né? Por isso que o raphanomundo não poderia continuar o mesmo, tirei um tempo para pensar em como eu gostaria de seguir apresentando a vocês, leitores, o conteúdo que crio. Lidar com redes sociais diariamente não é fácil – tudo parece fake, mascarado, encenado – e, por isso mesmo, tento dar ao blog a atenção que ele de fato merece, afinal de contas essa é a minha plataforma oficial e uma fonte real de informações e experiências de viagens para vocês. O raphanomundo segue valorizando dia após dia seu conteúdo, sem poluição visual e sem ser afetado por anúncios de gosto (e motivação) duvidosos. 

Por mais legal que seja o ofício não é fácil manter a paixão e a constância diariamente, mas tendo tanto a explorar, conhecer e crescer, a meta se torna clara: vou seguir desbravando o mundo, contando países e reconhecendo a sorte que é viver a vida que escolhi viver. 

Que em 2019 vocês possam escolher e viver essa escolha!