Vietnã | Cruzeiro pela Halong Bay

Na nossa viagem pelo Sudeste Asiático havia algumas paradas que não poderiam faltar no roteiro e o Vietnã guardava uma delas, a Baía de Halong. Sonho de viagem antigo, planejar um cruzeiro pela baía de águas verde-esmeralda, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1993, até que não foi tão difícil.



Visto para o Vietnã

Primeiro, descobrimos que seria imprescindível pernoitar em Hanói para fazer uso do transfer que a maioria das empresas de cruzeiros oferece. Antes, porém, soubemos que já era possível fazer todo o trâmite do visto para o Vietnã online, sem a ajuda de nenhum atravessador, pois o Brasil está na lista dos 80 países que podem solicitar o e-Visa do Vietnã. A taxa para obtenção do visto custa 25 dólares – podendo pagar com cartão de crédito – e o visto permite uma entrada única de até 30 dias de duração. 


Lembrando que também é possível pedir o visto após o desembarque no aeroporto, mas os trâmites podem demorar bastante, então recomendo que faça a solicitação do visto do Vietnã online através do site oficial: https://evisa.xuatnhapcanh.gov.vn/web/guest/trang-chu-ttdt. Todo o processo não levou nem 2 dias completos, logo recebemos a confirmação de concessão do visto e, a partir daí, começamos o planejamento do cruzeiro. 

Pernoite em Hanói

Escolhemos um hotel no centro histórico de Hanói porque os transfers de ida e volta dentro de algumas áreas da cidade está incluso no valor do cruzeiro. Ficamos no Maison d’Orient, um hotel com pinta de Guest House numa rua tranquila do centro. Em breve farei uma resenha completa, mas de antemão digo que foi uma excelente escolha para as duas noites na capital vietnamita. 

Qual cruzeiro escolher na Halong Bay, no Vietnã?

Há um sem fim de opções de cruzeiros na baía de Ha Long oferecendo experiências a bordo muito similares, o que vai fazer você se decidir é a quantidade de noites que você deseja passar na embarcação e quais atividades você quer fazer durante sua hospedagem. Normalmente, o pacote mais comum é o de 2 dias e 1 noite a bordo, que foi o que escolhemos. Outro diferencial para escolhermos o cruzeiro que fizemos foi a possibilidade de nadar nas águas da Ha Long Bay. Outras atividades contempladas durante nossa viagem foram: aula de culinária, caiaque, aula de Tai Chi ao amanhecer, pesca de lulas à noite e passeio até as cavernas Dark & Bright, na Lan Ha Bay





Além disso, todas as refeições inclusas – bebidas alcoólicas e não alcoólicas pagas à parte –, bem como os traslados hotel em Hanói - Barco - hotel em Hanói. A supresa ficou por conta de podermos reservar o cruzeiro através do booking.com, o que deixou tudo mais seguro e confortável. Então fechamos, por 270 euros o casal, nossa hospedagem no Halong Sapphire Cruise. Há opções mais baratas, como há também barcos mais luxuosos, mas ficamos no meio termo e não nos arrependemos da escolha, poderíamos até ter ficado mais, inclusive, mas para uma primeira vez na Halong Bay, acredito que essa opção foi excelente. 

A bordo do Halong Sapphire Cruise

O transfer chegou pontualmente na hora marcada no hotel, de lá até o porto onde embarcamos no barco de apoio que nos leva até o navio propriamente dito, foram cerca de 3 horas de viagem. Informações são compartilhadas todo o tempo, já chegamos no barco de apoio munidos de todo o itinerário e horários de atividades e é lá que recebemos as chaves dos quartos. Após o embarque no Sapphire Cruise, somos recepcionados por uma equipe muito simpática e atenciosa de jovens funcionários. 




Ao meio-dia em ponto, enquanto começamos a almoçar, o navio zarpa com destino à baía. A refeição é bem servida, feita em 4 cursos, com pompa dos cruzeiros tradicionais, mas a informalidade de uma viagem de aventura. Enquanto degustamos as delícias da cozinha vietnamita vemos as emblemáticas ilhas de calcário cobertas de vegetação tropical surgirem por todos os lados. É oficial: estamos em uma das 7 maravilhas naturais do mundo, um museu de milhões de anos de história a céu aberto!

A programação é bem estruturada, quase não ficamos ociosos e praticamente todo o tempo é ocupado com alguma atividade. Após o almoço tivemos um tempo para nos organizar antes de partirmos para uma tarde dividida entre passeios de caiaque, mergulhos nas águas verde-esmeralda e um happy hour no pôr do sol. Quase não acreditamos que estamos ali tamanha a beleza que nos cerca. Com o cair da noite é servido o jantar, a essa altura do campeonato os poucos passageiros (são apenas 20 cabines a bordo) já começam a interagir entre si e logo descobrimos ter uma volta ao mundo a bordo, que vai do Brasil, desce para o Chile, passa pela Austrália, Alemanha, Egito e Estados Unidos, para dizer alguns países. 





Após o jantar, somos convidados a relaxar no deck superior ou ir pescar lulas. Escolhemos a segunda opção e não tivemos sorte, a noite não estava para pescaria. Resolvemos ir para a nossa suíte, um outro ponto forte do cruzeiro, sem dúvidas. 

Nosso quarto tinha uma cama de casal mais uma de solteiro, era bem grande para os padrões de cruzeiros, além de toda sua extensão ter vista para o mar, inclusive o banheiro, que era equipado com uma banheira. Esse quarto me fez querer ficar alguns dias a bordo, sem compromisso, só curtindo a vista e a paz ao redor. Fomos dormir porque o dia seguinte começa cedo, com uma aula de Tai Chi vendo o nascer do sol deslumbrante entre as ilhas da Halong Bay. Me belisco porque ainda mal consigo acreditar que estou ali, vendo espetáculo atrás de espetáculo… Que sorte! 





Depois da aula, ganhamos um tempinho de contemplação até a hora do café da manhã. No buffet, delícias para agradar a gregos e troianos, Pho – prato típico delicioso bastante apreciado no café da manhã vietnamita –, bem com croissant, ovos feitos na hora, frutas, café, chás, sucos, um banquete. Finda a refeição, nos aprontamos para subir no barco de apoio mais uma vez, agora para ir até a entrada de uma área de preservação ambiental dentro da baía. Desse ponto em diante, por ser uma zona protegida, o passeio só pode ser feito por barcos a remo. E assim seguimos… A viagem de quase 20 minutos segue e tem destino certo, as cavernas Bright and Dark – clara e escura, na tradução livre – nas cercanias do Parque Nacional Cat Ba. Ao atravessar a caverna com o pequeno barco chegamos a uma espécie de lago, cercado pelas imensas montanhas que emergem da água, tudo parece ainda mais tranquilo e isolado, uma paisagem estonteante. 



Voltamos ao Sapphire com tempo de sobre de organizar a mala, aproveitar um pouco do cenário ao nosso redor e ver cenas curiosas que acontecem ao redor do barco, como as vendedoras que se aproximam com pequenas embarcações repletas de lanches e bebidas vendidas a preços mais módicos que os praticados a bordo. Dali seguimos para o restaurante, onde teremos uma aula que nos ensinará a fazer os famosos rolinhos primavera frescos – Gỏi cuốn – típicos da culinária vietnamita. Após a aula podemos degustar o resultado do nosso trabalho, bem como de um buffet de almoço bem gostoso, nos deixando prontos para o desembarque e retorno a Hanói. 




Vale a pena fazer um cruzeiro pela Halong Bay no Vietnã?

Vale! Mesmo na opção básica, de apenas uma noite, achamos tudo muito satisfatório e bem organizado. A paisagem é incrível, a comida a bordo é uma delícia, as atividades são divertidas e, apesar de parecer muito corrido, as coisas acontecem em um passo agradável. O barco é bem estável, as águas da baía são muito calmas e quase não há balanço. Certamente é um passeio que eu faria novamente. 

   
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Rapha Aretakis

Viajante e sonhadora em tempo integral. Edito, escrevo e fotografo para o Raphanomundo desde 2010. Nascida no Recife, criada para o mundo, vivendo em Stuttgart, Alemanha.

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