Como foi dito no post anterior, nós viemos a Nova York com a American Airlines. Foi a nossa primeira vez com a companhia aérea americana. Muito antes de comprar as passagens, sempre ouvi falar bem mal da empresa, que ela seria a Ibéria dos Estados Unidos. Também nunca voei com a Ibéria, mas descrevem seus aviões que voam para o Brasil como “ônibus com asas”. Enfim, uma péssima comparação.

Chegou o dia da viagem, chegou o dia da verdade, né? Encontramos o check-in bem tranquilo, o que não é muito comum para voos internacionais. Apesar de tranquilo todo o trâmite foi muito lento. Primeiro passamos por um check de passaporte e bagagens, com algumas perguntas, para só depois ir ao balcão e fazer o check-in de fato. Nessa hora são entregues os formulários necessários para a imigração nos Estados Unidos. Se tiver tempo, aconselho que você os preencha antes mesmo do embarque, pois já chega com tudo certinho. Caso não pegue os formulários no balcão, não tem problema, faltando pouco para o fim do voo os comissários vão oferecer novamente.

O voo GRU – MIA não é tão longo e como é noturno, dá pra dormir numa boa. Acho que a falta de entretenimento até ajudou na hora de pegar no sono. O avião que faz esse trecho é um Boeing 767 super antigo, com monitores compartilhados, ou seja, sem telinha individual. Em cada poltrona um kit simples contendo manta, travesseiro e fones de ouvido. O Embarque foi bem organizado, feito em grupos. Os comissários são bem pouco cordiais e isso eu achei péssimo. Cordialidade é tudo nessa vida e nem um “boa noite” eu ouvi. Lamentável.



Logo após a decolagem foi a hora do serviço de bordo. Tudo muito simples, rápido e sem bebida alcoólica. Foram duas opções de jantar, carne ou frango, sobremesa, salada, pão, manteiga, queijo processado e bolacha. Para acompanhar, suco, café, água e refrigerante. Os comissários aparentavam estar com pressa e pouco depois de servirem já voltaram perguntando se havíamos acabado para recolher as coisas. Uma correria só. Também estranhei o fato do serviço de bordo não ser interrompido mesmo atravessando uma zona de turbulência.




Após o jantar foi a vez do duty free, mas mais uma vez, corrido. Acho que eles tinham a certeza de que ninguém compraria. Piratas do Caribe na tela, o jantar já servido e recolhido, só nos restou dormir. Faltando uma hora e meia para o pouso eles serviram uma “light meal” como café da manhã: Pão doce, manteiga, suco, café e salada de frutas. Logo nós pousamos em Miami para a segunda etapa da nossa viagem: o trecho Miami – Filadélfia.


Nessa segunda parte já encontramos comissários mais bem humorados, serviço de bordo simples, só bebidas, com a possibilidade de compra de lanches a bordo. O voo até Philly durou 2:30 e boa parte delas eu passei dormindo.


No fundo, no fundo eu não achei tão ruim voar com a American Airlines, mas eu fui preparada para algo muito pior. Acredito que se o primeiro trecho fosse mais longo, a falta do entretenimento seria algo grave, mas nesse caso foi tranquilo. No entanto, cordialidade é essencial para mim e, nesse quesito, a American Airlines (no trecho São Paulo - Miami) levou um zero.