ƒ Uma tarde em São Luiz do Paraitinga

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Uma tarde em São Luiz do Paraitinga


Durante a nossa estada na Fazenda Serra do Vale a gente não poderia deixar de dar um pulinho na cidade de São Luiz do Paraitinga. Resolvemos fazer essa visita propositalmente na hora do almoço a fim de provar umas delícias locais.

Paramos o carro na Praça Oswaldo Cruz e seguimos em busca de um lugarzinho para comer. Enquanto o restaurante certo não aparecia fomos nos encantando com a beleza do centrinho da cidade. O rastro da destruição causada pelas chuvas de 2010 ainda está presente, pois a Igreja Matriz ainda não foi reerguida.  No entanto, boa parte dos estabelecimentos e prédios históricos já foi reconstruída e tudo funciona dentro da normalidade. Casinhas coloridas estão em todas as esquinas e São Luiz, aos nossos olhos, se mostrou linda.

Casario colorido de São Luiz do Paraitinga


Placa de indicação da rua: Beleza nos pequenos detalhes

Muita cor no Centro Histórico de São Luiz

Ponte sobre o Rio Paraitinga

A Capela das Mercês, também completamente devastada pela chuva, mas hoje totalmente restaurada, é de um charme sem tamanho.
Ali na mesma rua da capela nós encontramos o Instituto Elpídio dos Santos – que funciona atualmente onde era a casa do compositor – desde sempre um ponto de referência na cidade. A entrada no espaço é gratuita e você encontra uma exposição interativa das histórias de Elpídio dos Santos e de São Luiz do Paraitinga, que se misturam e se tornam uma só diversas vezes. 

A linda Capela das Mercês

Fachada do Instituto Elpídio dos Santos

Saindo da casa que abriga o Instituto nos deparamos com dois bonecos gigantes. E para bom pernambucano meio boneco gigante basta! Já fui ver sobre o que se tratava. E não é que era a entrada de um restaurante? Bom, só nos restou comer por ali mesmo. O Tempero da Terra é simples, simples, simples... mas tem um pessoal muito receptivo e, o principal, comida honesta e caprichada. O prato do dia era a Leitoa à Pururuca (R$ 40,00 p/ 2 pessoas),  mas antes disso nos foi oferecido um pãozinho delícia com um molho de alho, cortesia da casa. Isso sim é o que eu chamo de boas-vindas. A Leitoa à Pururuca veio acompanhada de tutu de feijão, arroz branco, couve e salada fresquinha. Delícia!

Interior do Tempero da Terra

Leitoa à Pururuca do Tempero da Terra

Por conta do calor que fazia nesse dia, a sobremesa foi um picolé – estávamos muito bem acomodados num banquinho da praça vendo a vida passar. A sensação é que, em São Luiz do Paraitinga, naquele dia, ela passou devagar. E nós gostamos. Pressa pra quê? Eu quero é voltar pra lá!

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Rapha Aretakis

Viajante e sonhadora em tempo integral. Edito, escrevo e fotografo para o Raphanomundo desde 2010. Nascida no Recife, criada para o mundo, vivendo na Alemanha.

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