Quem me segue no Instagram (@raphanomundo) pôde acompanhar a cobertura em tempo real da viagem incrível que fizemos pelo Japão em junho desse ano. Sonho antigo meu (e acredito que de 99% dos viajantes), visitar a terra do sol nascente me deixou sem palavras, tanto que esse é o primeiro conteúdo que publico sobre a viagem, quatro meses depois de tentar processar e digerir tudo. Após montarmos nosso roteiro de viagem independente pelo Japão, achei que a minha parte favorita do planejamento, escolher a hospedagem, me daria dor de cabeça. Até me deu, mas foi por causa da quantidade de opções: guest house, hotéis-capsula, hotéis de rede, hostel, albergue, ryokan… como escolher um hotel em Tóquio?





Engana-se quem pensa que hotel é a coisa mais cara na capital japonesa, é possível encontrar hotéis baratos em Tóquio, mas tenha em mente que você recebe pelo que você paga e dificilmente encontrará uma barbada. Outra coisa que é preciso saber de antemão a respeito da hospedagem em Tóquio é a falta de espaço. Os quartos são verdadeiramente pequenos, não se deixe enganar por ilusão de ótica de fotos, você dormirá em um quarto “apertado” quando no Japão. Por isso, sugiro que você pegue leve no tamanho e na quantidade de malas. E depois não diga que eu não avisei. 

Como não consegui me decidir por apenas uma opção de hospedagem durante os 8 dias que passamos em Tóquio, resolvi testar o maior número possível a fim de trazer mais conteúdo aqui para o blog. Por isso, em oito noites na capital japonesa, dormi em 2 hostels e 2 hotéis. Compartilho com vocês hoje a impressão da nossa primeira – e melhor – hospedagem em Tóquio, o Hotel FELICE em Akasaka, cuja diária para o casal, sem café da manhã, custou 93 euros. No geral, a média por noite no Japão foi de 80 euros, que eu considero justa se compararmos o que pagamos em cidades da Europa como Barcelona, Paris e Budapeste, por exemplo. 

O Hotel FELICE Akasaka by Relief fica muito bem localizado, perto de algumas estações de metrô, num bairro comercial com forte cena noturna, durante o happy hour as ruas do bairro, sobretudo os Izakayas (bares de estilo japonês), são tomados por trabalhadores celebrando o fim de mais um dia no escritório. Akasaka, onde fica esse hotel em Tóquio, ainda tem templos xintoístas, centros comerciais, lojas de conveniência e está a meio caminho de bairros mais turísticos como Roppongi e Shibuya, para citar alguns. 

Nosso check-in, após 10 horas de voo e umas 3 horas entre desembarcar e chegar na porta do hotel, se deu com cordialidade e rapidez. Chegamos bem antes da hora prevista para a entrada no quarto, que era às 15h. Aliás, as diárias se iniciam bem tarde no Japão, entre às 15 e 16 horas, por exemplo. E a saída é cedo, até às 11 horas, no máximo. Estávamos preparados para deixar a mala no hotel e matar um tempo até dar a hora correta do check-in, mas fomos surpreendidos pela gentileza e recebemos o quarto assim que chegamos. 

E foi aí que começou minha história de amor com os hotéis no Japão, mas não sem antes me surpreender com o tamanho do quarto, posso dizer que foi curioso perceber de imediato a tão falada falta de espaço do Japão. Orientada espacialmente, chegou a hora de reparar nos detalhes que cobriam os 10 metros da pequena suíte. O quarto tinha uma cama de casal confortável, com 4 travesseiros finos, também contava com pijamas - que surpreendentemente cabiam em mim - além de chinelos, TV, ar condicionado, aquecedor e frigobar, amenities coletivas, mas de boa qualidade,  ficavam junto à pia, que está na continuação de uma pequena área de trabalho. Nada de guarda-roupa ou excessos. No banheiro, o maravilhoso vaso japonês e a área do banho numa mini banheira. Para pessoas muito grandes, seja na altura ou na largura, os quartos japoneses podem vir a ser um desafio - talvez aí seja o caso de pensar um hotel de rede com padrões internacionais. 







Durante nossa hospedagem também tivemos acesso ao SPA do hotel (Onsen, banheira de estilo japonês compartilhada e sauna), que fica no último andar do prédio, mas não utilizamos. No entanto, vimos hóspedes se locomovendo pelas dependências do hotel a caminho do banho utilizando os chinelos e pijamas disponibilizados no quarto. Na recepção há garrafas de água e uma máquina de café à disposição dos hóspedes. 



O café da manhã, que não estava incluso na diária, custou 9 euros por pessoa. A fim de amenizar o choque cultural das refeições, o Hotel FELICE disponibiliza um buffet que tenta agradar a gregos e troianos, ou melhor, ocidentais e orientais. Encontramos desde croissant a salmão grelhado, de sopa missô a suco de maçã, de salada de macarrão a ovos mexidos, de brócolis no vapor a toranja… É uma confusão gostosa e uma questão de paladar mesmo, eu, por exemplo, curto café da manhã como a gente está acostumado aqui nessa parte do mundo, mas sem pensar duas vezes me aventurei demais no café com cara de almoço do Japão. 

E me aventuraria muitas outras vezes na hospedagem do Hotel FELICE!