Eu já estava conformada em não ir para o Rock in Rio quando o pessoal do Outros500, projeto do Multishow do qual faço parte, avisou que eu havia ganho 1 ingresso para cada dia do segundo fim de semana do festival. 

Ganhar os ingressos e não ir estava sendo frustrante, mas as passagens de avião estavam caríssimas e os hotéis, lotados. Também faltava o ingresso do marido, que para o dia 01, sábado, estava quase impossível de achar por um preço justo.

No meio da semana, entretanto,  as coisas começaram a dar certo. Primeiro, consegui trocar com a fofa da Thati, que também é Outros500, o ingresso do dia 2 meu pelo do dia 1 dela. Depois, decidimos ir ao Rio de Janeiro de ônibus, mas entre a decisão e a compra das passagens achamos duas promoções para ir e voltar de avião. Perfeito! Por último, surgiu como mágica um quarto no site do hotel ibis Budget Centro (antigo Formule 1),  para a noite que a gente precisava. Sorte, o nome disso é sorte!

O resto foi só alegria. Para ir à Cidade do Rock optamos por pegar um ônibus comum que passava ao lado do hotel, no centro. Uma coisa é certa, a cidade estava muito bem servida de ônibus para o evento. Não tinha como reclamar disso. A viagem até a Barra da Tijuca foi longa, imensa. Acho que durou umas 2 horas. Chegando lá a caminhada até a entrada também era puxada e, por falta de sinalização, fomos para o lado errado (descemos na Estrada dos Bandeirantes). Depois de achar a entrada, passamos por todas as barreiras de revistas e, enfim, entramos no Rock in Rio.

Chegamos quando Skank começou a tocar e, sem brincadeira alguma, o chão tremia com tanta gente pulando! É muito grandioso, muito bonito ver todo mundo cantando e participando.






O preparo do palco era super rápido e após Skank, o Maná subiu rapidinho para começar o seu show. Foi hora de relembrar todas as minhas aulas de espanhol e ver que continuo com o idioma na ponta da língua. O show deles foi muito legal, pena que a maioria do público não conhecia as músicas e a coisa não engrenava. O coro só foi completo quando eles cantaram o hit novelístico vivir sin aire.



Depois de Maná foi a vez de ver Maroon 5. Eles abriram a apresentação com moves like jagger, música que coloquei aqui no blog para celebrar a chegada do fim de semana. Como de praxe, o público só animou com os hits mais conhecidos, feito comum da banda que é dona de vários singles bons. O destaque, para mim, foi quando Adam Levine (vocalista gato) dividiu a plateia em 2 grupos e fez todo mundo cantar o refrão de she will be loved a capella. Lindo!



Por último o mais esperado: rever o show do Coldplay, agora com a turnê do álbum mylo xyloto. Tive a oportunidade de ver o show da turnê viva la vida em março do ano passado, no Morumbi. Naquela vez eu já fiquei encantada com o nível do show dos caras, por isso estava ansiosa para ver esse nova apresentação. Pelo clipe de every teardrop is a waterfall já dava para ter uma noção de como seria todo o visual novo da banda.

No sábado eu pude comprovar. Uma coisa linda de se ver. Roupas, instrumentos, cenário, luzes... tudo perfeito. Chris Martin conquista a galera, que deu um show à parte. Todos cantavam com vontade e emoção cada sílaba de todas as músicas. Foi emocionante. Viva la vida arrepiou. E mais que isso eu não consigo dizer. Traduzir em palavras o sentimento que foi presenciar um momento de energia tão boa é quase impossível.




E aí eu penso que não importa se foi rock, axé, pop, mpb, metal ou qualquer outro estilo musical. Se cada pessoa que foi ao festival e sentiu o mesmo que eu senti quando estive lá nesse único dia, aposto que valeu a pena. O festival é de música e que ela continue sendo a estrela de todos os festivais. Vamos respeitar os gostos e as pessoas. Sempre.


Obrigada, #Outros500 e Multishow por esse presente inesquecível. Levarei as lembranças desse momento mágico pra sempre comigo.

Veja o nosso vídeo com alguns trechinhos das apresentações: