Liechtenstein – ou Principado de Liechtenstein – é um país bem pequeno incrustado entre a Áustria e a Suíça, mas bem perto da Alemanha. E por causa dessa proximidade, na mesma ocasião onde fomos até a Rheinfall, Cataratas do Rio Reno, aproveitamos para esticar a viagem, cruzar mais uma fronteira e ir até Vaduz, capital de Liechtenstein. Antes de pegar a estrada, porém, fizemos a lição de casa e descobrimos que a língua falada por lá é o alemão, a moeda é o Franco Suíço (CHF) e que, apesar de não fazer parte da União Europeia, o país está na Zona Schengen, por isso brasileiros não precisam de visto para visitá-lo por um período inferior a 90 dias. Em termos de população, Liechtenstein é o 4° menor país da Europa, com pouco mais de 36.000 habitantes, ficando atrás apenas do Vaticano (900 hab.), San Marino (30.000 hab.) e Mônaco (33.000 hab.), também chamados de Microestados Europeus.


Mas aí você me pergunta: Tem algo de interessante para se fazer em Vaduz? E minha resposta vai ser sempre sim. Por menor que ele seja, todo lugar tem algo interessante a ser descoberto. E em Vaduz não foi diferente. Chegamos cedo à capital de Liechtenstein e a nossa primeira parada foi no Schloß Vaduz, um dos cinco castelos do país. No alto da montanha, debruçado sobre a cidade, vê-se o palácio de toda parte. Apesar de não ser possível a visita ao seu interior, a vista lá de cima é bem bonita, com a cadeia de montanhas que cerca a região ao fundo deixando tudo mais impactante. Inicialmente, o Castelo de Vaduz era uma fortaleza medieval, posteriormente, foi adquirido pela família real em 1712, passou por uma grande restauração entre 1904 e 1920 e a partir de 1938 se tornou a residência oficial da família real do país. 




Deixando o castelo, seguimos com destino a Städle, o centro histórico de Vaduz. Deixamos o carro estacionado no Parkhaus Marktplatz, que nos fins de semana não é cobrado. O estacionamento fica providencialmente perto do centro de informações turísticas de Liechtenstein, onde podemos pegar panfletos em diversos idiomas, conversar sobre recomendações de atividades na região, além de adquirir algum souvenir. Ao sair do centro de informações, logo ao lado está o Postmuseum (10 CHF adultos), ou museu postal em português, mais adiante encontramos o prédio imponente do Kunstmuseum Liechtenstein (15 CHF adultos), museu de arte moderna e contemporânea. Em seu acervo, obras dos séculos XX e XXI de artistas como Andy Warhol, Alexander Calder, Gustav Klimt, Man Ray e Toulouse-Lautrec, são prestigiadas. Além das obras no seu interior, o prédio do museu em si é uma tremendo trabalho arquitetônico. Somos ainda brindados com a obra Reclining Woman de Fernando Botero, uma belíssima estátua de bronze que encontra-se no exterior do museu.







A caminhada pelo centro histórico de Vaduz segue tranquila, toda essa área da cidade é peatonal, o que deixa o passeio ainda mais agradável. Pela ruazinha que leva até a Rathaus – prefeitura da cidade –, vemos um misto de lojas e restaurantes, pois ali é o coração financeiro de Vaduz. Como visitamos a capital de Liechtenstein em fevereiro, pegamos o que seria o início das comemorações do Fasching, o que poderíamos chamar de carnaval pelas bandas de cá. Por isso, demos sorte de encontrar uma feirinha na praça ao lado da prefeitura, onde pudemos lanchar um sanduíche com Schnitzel de frango e um copão de cerveja local. Sorte a nossa, pois não achei as opções gastronômicas de lá muito animadoras. Prestes a deixarmos a cidade, faltava ainda parar em mais dois lugares. O primeiro deles, mais ao sul, foi a Alte Rheinbrücke, a ponte antiga que cruza o Rio Reno. Acessível somente a pé ou de bicicleta, o jeito foi deixar o carro no estacionamento do estádio (primeira hora gratuita) e percorrer cerca de 900 metros pelas margens do rio até chegarmos à ponte. Totalmente coberta e feita de madeira, a construção que tem 135 metros de extensão, tem em seu interior um marco que aponta a fronteira entre os dois países vizinhos: Liechtenstein e Suíça. Esse momento rende boas fotos!





A última parada do nosso dia de turista em Vaduz, capital de Liechtenstein, foi na Die Hofkellerei des Fürsten von Liechtenstein, a adega do Príncipe de Liechtenstein, mais precisamente no vinhedo mesmo, porque não entramos para fazer a degustação. Taí uma curiosidade, o clima ameno da região do Vale do Reno e seu bom solo, oferecem as condições ideais para o cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. Visitando com mais tempo, até pernoitando na cidade, é possível provar e comprar alguns vinhos produzidos nessa vinícola secular, bem como degustar da gastronomia oferecida em um dos seus dois restaurantes. 



Lichtenstein ainda tem outras atrações que podem ser articuladas de acordo com a época da sua visita e a estação do ano. Por exemplo, no verão, o país se mostra excelente para a prática de Mountain Bike e Hiking, já no inverno, como era de se esperar, Ski, Snowboard e patinação no gelo, são algumas das opções. Em um dia de sol, mas de muito frio como nós pegamos, a gente passeia pela cidade, coloca mais um país na lista de visitados e volta pra casa feliz da vida em poder ter visto mais do mundo.