No último feriado de Páscoa demos um pulo rápido em Viena, a nossa visita à capital da Áustria caiu bem na segunda-feira, dia que também é feriado aqui na Europa e praticamente tudo está fechado nas cidades. Sorte a nossa que o dia estava bonito, com o céu limpo e fazia até calor – quando os termômetros marcam acima dos 20 graus já é considerado quente pelas bandas de cá. Então passear pelas ruas por si só já seria um bom passeio, sem muita urgência do turismo de quem visita a cidade pela primeira vez, afinal de contas esse primeiro encontro já havia ocorrido em 2010. 


Aproveitamos, portanto, o dia típico de primavera para explorar as ruas, indo atrás de alguns grafites na cidade (em breve publicarei o que encontrei por lá) e de passeios ao ar livre. Se trancar em algum lugar com o dia tão lindo assim seria um desperdício. Nas imediações do Museumsquartier – que visitamos em 2010 e que até hoje segue impressionando pelo tamanho –, a ideia era visitar a Street Art Passage, o que fizemos, porém um burburinho e um cheiro bom que vinham de área que fica abaixo da passagem nos fisgou. 


De cima vimos ser um jardim com mesinhas e muita cerveja sobre elas, foi a deixa perfeita para descermos e pedirmos uma mesa. Assim, de supetão mesmo. E não é que conseguimos uma mesa mesmo sem reserva? O lugar estava cheio, apesar de não ter vivalma na parte de dentro do restaurante. É, eu disse, ficar dentro de qualquer lugar num dia como aquele seria um desperdício, e esse, aparentemente, era um pensamento coletivo. 


Nos acomodamos na nossa mesa ao ar livre desse restaurante em Viena e logo o garçom chegou para tirar os pedidos. Resolvemos tudo rapidamente, duas cervejas da casa, grandes, e o marido foi de Goulash e eu, de Wiener Schnitzel – prato ícone da cozinha austríaca, mas que é comumente encontrado aqui na Alemanha –, aproveitei a oportunidade para degustar a iguaria in loco. Confesso que esperava mais do meu prato, não sei se foi por causa do Goulash do marido – uma espécie de cozido bem espesso, cheio de temperos e muito perfumado –, que roubou a cena. O meu ficou bem melhor depois de uma pitada de sal. Os pratos foram acompanhados por salada, pão e pepino em conserva, super simples. 



A parada foi estratégica e aprovada, o ambiente é muito agradável e é altamente recomendável para quem está viajando durante a primavera/verão pela cidade e procura um lugar bacana para comer em Viena. Nosso atendimento foi feito em alemão mesmo, mas vi mesas sendo atendidas em inglês de forma muito cordial, então não há preocupação com o idioma. O preço não é dos mais baratos, mas vale a pena. A nossa conta deu 44 euros sem contar a gorjeta. A ideia de sentar sob a sombra das árvores me pegou tão de surpresa que só vi o nome do restaurante na saída. Tschüss, Glacis Beisl!

SERVIÇO

Glacis Beisl - Restaurante com cozinha austríaca e vienense antiga com um toque moderno
  • Onde? Breite Gasse 4, Viena
  • Como? U2 Museumsquartier ou U2 e U3 Volksteather
  • Quando? Aberto todos os dias das 11 horas às 2 da manhã - Cozinha das 12 horas às 23 horas