Depois de uma breve pausa para curtir meu aniversário, conhecer Campos do Jordão e realizar alguns sorteios aqui no blog, retomo com vontade os posts de NYC. No geral os dias foram bem aproveitados, caminhamos bastante, não teve mais chuva ou neve, pegamos no máximo, dias nublados, mas estava tudo certo. Afinal, acho que Nova York deve ser legal até chovendo canivete, né?

O 4º dia da viagem começou com uma parada no incrível American Museum of Natural History, (Ross Geller Feelings) confesso que o marido é quem mais se esbalda nessas paradas, mas o museu é enorme e muito interessante. Por sorte não pegamos um dia muito cheio, então estava bem tranquilo de passear. Ainda garantimos nossas entradas para assistir à apresentação do documentário Journey to the Stars no Hayden Planetarium, incrível, belíssimo e muito bem escrito, esse foi um dos pontos fortes da visita. Outro ponto forte são as lojinhas espalhadas em cada ponto do museu vendendo os mais interessantes brinquedos, jogos e souvenires. É impossível passar sem levar nada. Além das nossas comprinhas, foi lá que nós provamos a "comida de astronauta", nosso escolhido foi sorvete de creme e cookies. Risos. É gostoso, mas se o coitado do astronauta só se alimenta disso mesmo, vai ter muita gente desistindo do sonho! 

Estátua em frente ao Museu de História Natural

Típico ônibus escolar em frente ao Museu de História Natural

No interior do Museu

Vai um cookies and cream, aí, astronauta?

O museu fica grudado ao Central Park, então, quando deixamos o prédio do museu, atravessamos a rua e entramos no parque. Fizemos uma caminhada tranquila cortando lado a lado do parque mais famoso de Manhattan, fotografando a paisagens, as pessoas e a neve que ainda estava por lá… Eu achei o Central Park um tanto quanto romântico, casais nos barquinhos na lagoa, nas charretes, nos bancos.. ah, os bancos, com declarações de amor, amizade, pedidos de casamento… o ritmo frenético da cidade diminui, e muito, dentro daquele parque. Ótimo passeio.

Central Park

Pedido de casamento :~ 

Charrete

Já do outro lado, na 5th ave, sem nenhuma estação de metrô muito perto, resolvemos pegar um ônibus, descemos na 42nd St. e andamos sem muito destino procurando um lugar para comer. Como estava bastante frio, a vitrine do Cafe Metro me chamou a atenção com várias sopinhas, mas lá dentro acabei escolhendo uma massa à bolonhesa. Comida boa, rápida, com cara de comfort food e não pagamos mais de $10 no prato + bebida. 

Massa à bolonhesa no Cafe Metro

Depois de satisfeitos olhamos no mapa e vimos que o Bryant Park era ao lado de onde estávamos. Fomos correndo pra lá ver se a pista de patinação no gelo já estava aberta. E não é que estava? Contei tudo nesse post aqui, pois mereceu mesmo um capítulo à parte na história. Passamos boas horas no parque, até que escureceu e era a noite do dia 31 de outubro que estava chegando. O dia todo Nova York já vinha com uma vibe meio diferente, homens, mulheres e crianças, nas ruas, no metrô e nos ônibus, fantasiados para curtir aquele que é o grande carnaval americano, o Halloween. Como muitas coisas nessa viagem, também foi a primeira vez que curtimos o Halloween de perto e pudemos observar como as pessoas são tomadas pelo espírito da festa. Quando a noite vai chegando aí é que mais e mais personagens vão surgindo do nada e, como num passe de mágica, você se encontra em um diner rodeado dos mais diversos tipos de fantasia e quem começa a parecer estranho é quem está com trajes normais. No mínimo, divertido!

Enquanto a parada não começava de fato, fomos ao Good Stuff Diner, bebericar uma cervejinha e jantar. A essa altura do campeonato já estava tarde e a gente precisava de energia para acompanhar parte da Halloween Parade. Comida muito boa MESMO desse diner, hein? Depois descobri que ele foi eleito pela Time Out em 2008 o melhor diner de Manhattan. Um super acerto, digamos!

Budweiser  + Buffalo Wings $8.25

Good Stuff Burger $6.95

A parada em si é algo muito divertido, mas é mais engraçado ver as pessoas fantasiadas do que esperar pelos carros alegóricos que passam de tempos em tempos. Três coisas me deixaram impressionada observando toda aquela gente: a primeira é que o povo não sabe lidar muito bem com multidão, esbarram muito, são bem rudes, na verdade. Acho que, nesse sentido, brasileiro já é pós-graduado em fuzarca (alô, anos 40/50, que gíria é essa?!), né? A segunda foi a quantidade de polícia e a organização deles. Surreal. E a última foi esse monte de gente e nem uma única latinha de bebida para contar história, ou seja, uma multidão sem estar sob o efeito do álcool já deve ser algo mais fácil de manter em ordem, acredito.




Por fim, depois de ver parte do engraçadíssimo desfile de dia das bruxas era hora de pegar o metrô para ir pra casa, mas não sem antes dividir o vagão com monstros, enfermeiras, policiais, lady gaga, angry birds e mais um bocado de gente criativa e suas fantasias. Nova York é o máximo!

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