Índia | Como é a viagem de trem Nova Delhi – Agra (Taj Mahal)?

Uma viagem à Índia sem ao menos um trecho percorrido de trem não seria uma viagem completa. E eu, como boa amante das viagens sobre trilhos não poderia ignorar a experiência de andar de trem na Índia. Como 14 dias no país não deixavam margem para deslocamentos tão demorados, fizemos todas as viagens internas de avião e deixamos apenas a ida a Agra – cidade onde encontra-se o Taj Mahal, uma das sete maravilhas do mundo moderno – para ser feita de trem.

A Índia é um grande destino para quem gosta de viajar de trem

Comprando passagem de trem na Índia pela internet

Compramos a passagem on-line ainda aqui na Alemanha com alguma antecedência. Como tudo na Índia, o processo para compra dos bilhetes não é tão simples. Nesse site pude buscar os trechos que eu queria entre Nova Delhi e Agra e saber os preços. A ideia era ir pela manhã bem cedo e voltar quase à noite, aproveitando bem o bate-volta em Agra. Para prosseguir com a compra é preciso ser cadastrado previamente no site e o processo é bem burocrático: você vai receber uma senha via e-mail, depois uma senha via sms, pagar uma taxa simbólica pelo envio dessa senha e depois de vencida a burocracia é possível efetuar a compra das passagens de trem na Índia.

Estação Agra Cantt, a mais próxima do Taj Mahal

Escolhemos o trem rápido 12002 Bhopal Shatabdi que parte às 6:00 da estação central de Nova Delhi e chega a Agra Cantt às 7:57. Para voltar, escolhemos o trem 12049 Gatimaan Express que deixava Agra às 17:50 e chegava a Nova Delhi (Nizamuddin) às 19:33. Ou seja, tivemos tempo de sobra em Agra. Em ambos os trens viajamos na primeira classe, em vagão executivo com ar condicionado (AC Executive Chair Car) com plano de refeição incluso. As passagens custaram ida e volta 35 euros por pessoa e valeu, sim, a pena pagar um pouco a mais para ir num vagão de classe superior. Além de ar condicionado ser mandatório no verão indiano, época em que viajamos.

Estações de trem na Índia

Antes de embarcar nos trens, no entanto, é preciso vencer as imensas e abarrotadas estações de trem da Índia. Como estávamos hospedados perto da estação central de Nova Delhi, achamos por bem dar um pulinho lá no dia anterior para nos certificar da plataforma que partiria o trem e já chegar familiarizados no dia seguinte. De tão perto que era o hotel, dava para ir a pé até a estação. Como a viagem do 12002 começa nessa estação, ele parte sempre do mesmo lugar, da plataforma mais fácil, a número 1. Bom, partiria. Porque no dia da nossa viagem, obviamente, ele partiu de uma plataforma diferente. E, mesmo chegando com tempo, foi preciso correr pela imensa estação para achar a nova plataforma. Um caos. Subimos no trem com tempo, mas sem fôlego. Se não fosse assim não seria a Índia.

Trem partindo da estação central de Nova Delhi com destino a Agra

Poltronas com bom espaço para as pernas no vagão da primeira classe com ar condicionado

No começo da viagem são distribuídos jornais, revistas e água para todos os passageiros do vagão

No retorno, descemos numa estação alternativa em Nova Delhi, Nizamuddin, mas igualmente conturbada e cheia. Foi preciso muita paciência para conseguir um transporte para sair de lá, terminamos fazendo uma longa viagem de tuk-tuk, o que desaconselhamos. 


Serviço de bordo nos trens indianos

Assim que o trem começa a se movimentar, começa o serviço de bordo. Primeiro, recebemos uma garrafa d’água grande, bem como jornais e revistas. Depois recebemos mais uma bebida refrescante, nesse caso foi um Buttermilk. A terceira bebida é um chá acompanhado de biscoito tipo Maria. O serviço segue de forma muito eficiente, são servidos cereal de milho com leite, fruta – uma banana –, pão, geleia, e um prato quente, que pode ser vegano ou vegetariano. Escolhi omelete, que veio numa cama de ervilhas e batatas e o marido foi com a opção vegana, bolinhos de vegetais, com a mesma cama de ervilhas e batatas.

Bebida refrescante: na ida, buttermilk e na volta, água de coco

Chá com biscoito

Prato quente no café da manhã no trem para o Taj Mahal
A refeição servida a bordo do trem indiano tem opções veganas e vegetarianas

O serviço da volta é bem semelhante, e todo o processo dura exatamente o tempo da viagem. Por fim, após recolher tudo, a pessoa responsável pelo vagão passa uma bandeja para que o passageiro deixe uma gorjeta.

Vale a pena ir de trem até Agra?

Por causa das estradas precárias os pouco mais de 200km que separam Nova Delhi de Agra, se percorridos de carro, se transformam numa longa e cansativa viagem. Por isso, acho que o trem é a melhor solução para quem vai visitar o Taj Mahal partindo de Nova Delhi. A nossa curta experiência nos trens indianos (as duas viagens não duraram mais do que 2 horas cada) foi suficiente para termos uma boa primeira impressão. Os trens saíram na hora marcada e chegaram bem pontuais aos destinos. Não sei como deve ser nas viagens que duram muitas horas, com atrasos e cancelamentos. Nem sei se encararia, na verdade. Mas para trechos curtos e com algum nível de conforto eu voltaria, sim, a repetir a dose das viagens de trem pela Índia.

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