5 lugares no Brasil que parecem outro país

Já falei aqui brevemente como estão sendo as viagens durante a pandemia do coronavírus, também compartilhei minhas apostas de como elas serão quando tudo isso acabar. Obviamente, que essa é a visão de quem está vivendo esse momento do mundo na Alemanha, um dos países com o melhor desempenho no controle da pandemia. Aqui na Europa já é possível viajar sem restrição entre quase todos os países da União Europeia e para algumas outras nações do mundo (Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai e China, sujeito à confirmação de reciprocidade). 

Parece mas não é: Moinho de Holambra interior de São Paulo

No Brasil, apesar das tentativas da indústria do turismo de mostrar normalidade enquanto a curva da doença segue em plena em ascensão, ainda não é o momento de viagens seguras. Para o exterior, então, acredito que essa retomada vá demorar bastante, afinal de contas os países estão se abrindo para os seus semelhantes na batalha contra o coronavírus, e o Brasil mostra para o mundo que está longe do controle. 

Mas a minha ideia com esse texto não é desanimar, pelo contrário, é dizer que se a população e seus líderes levam a sério o que acontece no mundo, pode ser mais fácil atravessar essa turbulência. E, para inspirar um pouco, para quando for possível viajar em segurança, fiz uma seleção de destinos no Brasil que parecem outro país:



Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves (Rio Grande do Sul) | Esse pedacinho do sul do país, conhecido como a “Toscana Brasileira”, é de fato, uma viagem para Itália sem precisar botar a mão no passaporte. O caminho consiste em um roteiro de aproximadamente 7km pela área rural da cidade onde pontos de visitação, vinícolas e paisagens encantadoras se misturam para preservar e contar a história dos imigrantes italianos que chegaram à Serra Gaúcha nos idos de 1875.



Galés de Maragogi (Alagoas) | Para mim, a porção mais incrível do litoral brasileiro, de águas mais impressionantes, está dividido entre Pernambuco e Alagoas. Um dos grandes cartões-postais desse pedacinho do paraíso do Nordeste do Brasil são as Galés de Maragogi, as piscinas naturais que ficam seis quilômetros pra dentro do mar. A sugestão para aproveitar o Caribe brasileiro é pegar um catamarã, seguir até às piscinas e mergulhar naquele mar impecável, onde peixes e corais ajudam a completar o cenário paradisíaco. 



Centro Histórico de São Luís (Maranhão) | Olhando para cidades como Olinda, Salvador, Rio de Janeiro e algumas outras do Brasil, vemos claramente a herança da colonização portuguesa. Mas foi num passeio pelo centro histórico de São Luís, observando seu casario – mal conservado, vale salientar – percorrendo suas escadarias, alternando entre a cidade alta e a cidade baixa, que eu me senti em Lisboa. Na verdade eu conheci primeiro São Luís e depois Lisboa, mas ao visitar a capital portuguesa percebi quão semelhantes são essas cidades separadas por um oceano mas conectadas pela história. 



Rota do Enxaimel de Pomerode (Santa Catarina) | Pomerode mantém o maior acervo de construções em enxaimel fora da Alemanha. Por volta de 240 edificações estão espalhadas por todo o município, ao longo dos 16km da Rota do Enxaimel são encontradas 50. Essas casas, junto com na área rural de Pomerode, desde 2011, são reconhecidas pelo Iphan como Paisagem Cultural Brasileira.Para deixar a experiência redonda, vale almoçar em algum dos restaurantes especializados em cozinha alemã das redondezas. 



Flores de Holambra (São Paulo) | Famílias holandesas imigraram para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, e tentaram, sem sucesso, criar gado holandês. Daí partiram para criar porcos e galinhas, tentativa bem sucedida, ressalto. Em 1951, outro grupo de imigrantes chegou ao lugar dando início ao cultivo de flores. E Holambra tornou-se o que sabemos hoje, uma referencia quando o assunto são flores. Como exemplo temos a Expoflora, a maior feira de flores da América Latina. O grande cartão-postal da região é o Moinho de Holambra, construído sob a batuta do arquiteto holandês Jan Heijdra e inaugurado em 2008, durante as comemorações dos 60 anos da imigração holandesa.

Quais outros lugares do Brasil que parecem outro país? Me indica aí nos comentários! Reforço para quem está no país que agora ainda não é o momento de botar o pé na estrada. Então, fique em casa e continue fazendo planos de viagem.

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Rapha Aretakis

Viajante e sonhadora em tempo integral. Edito, escrevo e fotografo para o Raphanomundo desde 2010. Nascida no Recife, criada para o mundo, vivendo em Stuttgart, Alemanha.

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